Mandei uma carta para esta coluna falando a respeito das multas, só que ela não foi publicada por motivos de força maior (penso eu). O motivo eu desconheço, pois eu não falei nada que desrespeitasse ninguém. Simplesmente falei que o povo brasileiro não tem educação. Acho que o meu vocabulário foi um pouco pesado. Vou tentar ser mais educado. Pois bem: as principais infrações cometidas pelos bauruenses no mês de setembro deste ano, segundo dados da polícia militar e publicado neste jornal, são, pela ordem: 1.º) Não fazer uso do cinto de segurança; 2.º) falar ao celular dirigindo; 3.º) atravessar o sinal vermelho. E depois vem o povo falar em indústria da multa. Indústria da multa??? Uma cena muito comum de se ver são “motoristas” estacionando o carro em lugares reservados para deficientes físicos. Larga o carro lá e entra no mercado para passear e o deficiente físico que se dane, não é? Se ele chegar de muleta, de cadeira de roda, com uma perna amputada, problema é dele, não é mesmo?
O deficiente que se vire. Esse tipo de gente é um verdadeiro orgulho para a sociedade. Gostaria de ter a metade da educação que estas pessoas têm para com o próximo, ainda mais se tratando de portadores de deficiência. Pessoas como estas enchem a gente de orgulho de ser brasileiro. Quando vocês forem ao mercado ou em qualquer outro lugar público, observem atentamente. Praticamente todos os que descem de seus veículos em lugares reservados não possuem deficiência alguma. É a famosa “lei de Gérson” que muitos se vangloriam em praticar. Outra cena que você vê a toda hora são crianças andando em pé no banco de trás, bebê no banco da frente, motoqueiros andando com crianças em cima do tanque da moto e inúmeros outros absurdos.
E agora Bauru terá mais 11 radares fixos em suas avenidas. Essa atitude do prefeito de Bauru é digna de um “Oscar”, de um Prêmio Nobel! O sr. Tuga Angerami está de parabéns. Experimenta tirar o radar da avenida Rodrigues Alves em frente ao Horto Florestal para você ver. Vai ter motorista passando lá a 160km/h ou mais, onde a velocidade permitida é de 60km/h. A velocidade só é respeitada por causa do radar. Só por isso. E depois a culpa é de quem? De quem? De quem? Da indústria da multa. Sempre ela, né? Como essa indústria da multa é má, não é verdade?
Para que uma indústria funcione, é necessário que se tenha a matéria-prima. E quem é a matéria-prima da indústria da multa? É o cidadão cara-de-pau, sem vergonha na cara e muito mal-educado. Que povo é esse que não respeita nada e nem ninguém, para não dizer do desrespeito mútuo entre alguns motoristas que xingam, brigam e até matam. Se este jornal publicasse 1/3 do que eu gostaria de escrever, vocês (que acham que são motoristas e que devem ter tirado carta de habilitação por correspondência) iriam ver o que é bom pra tosse de cachorro. O problema é que o jornal não publica. E se a carapuça serviu direitinho, o problema é seu e não meu, certo? Essa eu não sei se é para rir ou para chorar: certa vez, eu li que uma motorista recorreu de uma multa por excesso de velocidade. Sabe o que ela alegou? Que estava correndo demais porque queria saber quem matou uma personagem na novela das oito. Isto não é piada.
Saiu numa matéria no JC, onde citava os absurdos que os “motoristas” alegam quando recorrem das multas. Indústria da multa? Vão pentear macaco que vocês ganham mais. Sou a favor de que se instale mais uns 347 radares e lombadas eletrônicas na cidade. Enche Bauru de radar. Tem um colega meu que estava transitando na Marechal Rondon onde a velocidade é de 80km/h por se tratar de área urbana. Ele estava a 147km/h como constava na multa que ele levou. Recorreu e perdeu. Pagou 574 reais. Achei a conta barata. Ê, indústria da multa, hein? Você só sabe lesar o bolso do cidadão. Não é assim que se comporta, indústria da multa. Tenha mais complacência com os motoristas. Nossos “motoristas” brasileiros não merecem ser assaltados desse jeito. Pega leve, pô!
PS - Mensalão, sanguessuga, dólar na cueca, dossiegate, Lulinha milionário... mais 4 anos via ser dose pra leão. Veremos qual será a próxima patifaria. Eu juro por Deus que eu tenho nojo de ser brasileiro. Vergonha é pouco. Esse “país” não é sério!
Alexandre Zambonaro Gonçalves - RG 20.063.692-3