Tribuna do Leitor

Previdência municipal


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Não sou o dono da verdade, só mais um servidor público municipal sujeito à Imprevidência Municipal. Quando em 1991/2 saímos da Previdência Social e fomos induzidos à Imprevidência Municipal fui um dos três que votaram contra, a despeito da “estabilidade” oferecida pelo sistema. Prefeitos utilizaram o dinheiro do servidor e da Imprevidência Municipal, e, resultado: uma dívida em torno de R$ 80 milhões, uma verdadeira armadilha para o servidor municipal e para os prefeitos que virão nos próximos 30 anos, pelo menos.

Remédios amargos, que impõe sacrifícios nos dias de hoje, tanto para o servidor municipal quanto para a população bauruense (que paga impostos, que pagam a parte da Prefeitura da conta da Imprevidência Municipal). Após ler sobre o assunto, algumas medidas são indispensáveis: 1. Os valores dos benefícios e pensões devem ser reajustados por um índice de inflação, mas nunca acima dele, para preservar o poder de compra do servidor, mas não deve “quebrar”a Imprevidência. 2. Deve ser adotada a idade mínima para aposentadoria por tempo de serviço de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres a curto prazo e a médio prazo 65 e 60 respectivamente. 3. Tempo mínimo de contribuição de 40 para os entrantes no sistema Imprevidenciário Municipal. 4. Acabar, a curto prazo, com o regime especial dos professores. 5. Estabelecer uma percentagem da arrecadação própria do município, para “pagar a dívida” de 80 milhões, quanto maior a arrecadação maior a amortização da “dívida”. Chegou a hora da verdade! A população bauruense e o servidor público municipal vão pagar a conta e o resto são boas intenções e não tão boas intenções!

Coaracy Antonio Domingues - engenheiro - RG 5 012 322-1

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