Internacional

Bush se reúne com grupo que estuda alternativas para o Iraque

Folhapress
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Washington - Em meio à pressão para redefinir sua política no Iraque, o presidente americano, George W. Bush, e autoridades da segurança se reuniram ontem para traçar uma nova estratégia para o conflito. A rapidez da organização da reunião é mais um sinal da renovada pressão que sofre o governo Bush para mudar os rumos da ação americana no país árabe, após a derrota republicana nas eleições legislativas da última terça-feira.

A comissão bipartidária, encabeçada pelo ex-secretário de Estado James A. Baker e pelo ex-congressista democrata Lee Hamilton, deve apresentar antes do final de 2006 suas recomendações para uma nova estratégia para a guerra.

As conclusões da comissão de estudo para o Iraque, formado por iniciativa do Congresso para avaliar a situação no país, são alvo de grande expectativas nos EUA devido à persistência da violência e à ausência de perspectiva para a paz e a retirada das tropas americanas. Bush prometeu levar em consideração as conclusões a que chegarem na reunião. As propostas deverão ser divulgadas nas próximas semanas, segundo a Casa Branca.

Da reunião, também participaram o vice-presidente, Dick Cheney, e o conselheiro nacional de segurança, Stephen Hadley. O grupo se reuniria também com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, com o secretário de Defesa Donald Rumsfeld - que renunciou ao posto na última quarta-feira - e com o embaixador dos EUA no Iraque, Zalmay Khalilzad.

Após vencerem as eleições legislativas dos EUA na última terça-feira, os democratas esperam apenas o início do ano legislativo de 2007 para tomarem oficialmente o controle do congresso, mas desde já negociam com o presidente George W. Bush a aprovação de uma série de mudanças nos rumos do país.

“A primeira prioridade é mudar a direção das políticas para o Iraque”, disse ontem o senador Carl Levin, democrata do Estado de Michigan que deverá ser o presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado e apóia um prazo de até seis meses para o início da retirada das tropas americanas no Iraque. Enquanto isso, Bush insiste que as tropas não deixarão o Iraque até que as forças locais estejam prontas para tomar as rédeas da segurança do país.

O conflito no Iraque foi apontado por especialistas como o principal motivo para o fracasso do partido de Bush nas eleições, ao lado dos repetidos escândalos de corrupção envolvendo legisladores republicanos. No entanto, o presidente disse ainda que é responsabilidade dos EUA dar apoio aos 152 mil soldados americanos no Iraque.

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