É notório que o uso de celulares pelas crianças está crescendo. A princípio, os aparelhos não deveriam ter a finalidade de brinquedos, mas sim um meio de comunicação entre os pais e as crianças. Na sociedade atual, onde os mais novinhos possuem inúmeras tarefas, realmente é uma despreocupação para os progenitores quando ligam para o celular dos filhos e percebem que está tudo certo.
Por outro lado, sabemos que existem várias crianças que usam essa tecnologia sem o menor critério, e, em alguns casos, chegam a gastar mais do que os próprios pais! A despeito desses gastos, os pais poderiam ter uma outra atitude, que ao mesmo tempo colaborasse com o presente e com o futuro de seus filhos. Um exemplo disso é investir em uma previdência privada. Nesse ponto, muitos leitores devem estar se perguntando, como, ao invés de dar um celular para o filho, isso poderia render frutos aos pequenos?
Tendo como base um aparelho que custe R$ 300,00 e este seja carregado mensalmente com R$ 50,00, se esses mesmos recursos fossem destinados a uma aplicação financeira teríamos os seguintes resultados. Considerando-se um rendimento real (descontada a inflação) de 8% ao ano, uma aplicação inicial de R$ 300,00 e aportes mensais de R$ 50,00 e não levando em conta aspectos tributários, passados 18 anos o valor aplicado disponível para resgate seria pouco superior a R$ 22.000,00.
Caso se estenda o tempo e os aportes mensais se mantenham, agora por 25 anos, o montante aplicado somaria mais de R$ 43.000,00. Nas duas simulações, os valores seriam suficientes para custear, por exemplo, uma parte dos gastos da faculdade de seu filho. Além disso, a quantia poderia proporcionar uma viagem ao exterior ou a compra de um automóvel e no segundo caso, sendo possível até mesmo a adquirir uma casa. Diante das incertezas em relação à previdência social, que só aumenta as despesas do governo a cada ano, é preciso olhar para frente e tentar garantir um bom futuro aos mais jovens.
César Crivelli