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Detento de Catanduvas mobiliza avião da FAB

Folhapress
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Cascavel - A audiência judicial de um presidiário que cumpre pena na penitenciária federal de Catanduvas (PR) mobilizou ontem até um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportá-lo para São Paulo.

Os gastos com transporte aéreo poderiam ser evitados caso o Ministério da Justiça já tivesse posto em prática o sistema de videoconferência para audiências a distância envolvendo detentos de Catanduvas - unidade presidiária tida como a mais rígida e segura de todo o País.

A audiência do preso, que não teve o nome revelado pelo Ministério da Justiça, ocorreu na tarde de ontem, em São Paulo. A operação montada para o transporte mobilizou aproximadamente 30 pessoas, entre policiais federais e agentes penitenciários. A Polícia Federal em Cascavel informou que dispunha apenas do primeiro nome do detento: Alberto. O preso embarcou por volta das 10h no aeroporto de Cascavel, que fica a 45 km de Catanduvas.

A FAB deslocou um avião Bandeirante EMB-110 para o transporte aéreo. Após o depoimento em São Paulo, estava previsto o retorno do detento a Catanduvas. Uma empresa de táxi aéreo da cidade de Cascavel informou que uma operação como essa pode ter custado R$ 30 mil - o equivalente a sete anos de trabalho para quem recebe salário mínimo.

Geralmente os fretes aéreos, segundo a empresa consultada, são cobrados por quilômetro voado. Para uma aeronave modelo Bandeirante EMB-110, o preço por quilômetro é R$ 9. Um vôo de ida e volta entre Cascavel e São Paulo (1.500 km) ficaria em R$ 13,5 mil. Como a aeronave fez o vôo duas vezes, o valor ficaria em R$ 27 mil. Outros gastos relacionados ao tempo de espera da aeronave em aeroportos não sairiam por menos de R$ 3.000,00.

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça informou que o presídio foi projetado com o espaço para as audiências por videoconferência, mas que o sistema ainda depende da instalação de equipamentos. Ainda não há previsão para início dos depoimentos a distância. Segundo o Depen, mesmo após a efetivação do projeto, presos poderão ser deslocados para as cidades onde respondem a processos se houver solicitação judicial.

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