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Adultos buscam cursos para acompanhar filhos na rede

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Para poder se comunicar com os filhos pela Internet, e assim economizar um bom dinheiro com ligações interurbanas, Maria José de Oliveira Ferraz, 81 anos, matriculou-se em cursos de informática e aprendeu a enviar e-mails. Assim como ela, outros pais e avós também voltaram ao banco escolar, depois de muitos anos ausentes, para entender como funciona essa tal de Internet.

Assim, fica mais fácil compreender o que os filhos e netos estão falando e fazendo. E-mail, Orkut, bate-papo online, são ferramentas que passaram a fazer parte da vida dos mais jovens e os idosos não querem ficar para trás. Agora que aprendeu a mandar e-mails, Maria José pode falar para os filhos, que residem em outras cidades, tudo que tem vontade, sem se preocupar com a conta telefônica.

“Meu marido vivia reclamando que eu conversava demais no telefone”, comenta ela. Agora, com a Internet em casa pode mandar quantos e-mails quiser para os filhos que moram em Bragança Paulista, Araraquara e São Paulo.

Terezinha Caçador, 61 anos, já fez cursos de informática na Universidade Estadual Paulista (Unesp), por meio de um convênio feito pelo Serviço Social do Comércio (Sesc). Ela achou um pouco complicado, mas não desistiu. Atualmente, ela participa de um outro curso de introdução oferecido gratuitamente pelo próprio Sesc, chamado “Bê-@-bá Digital”, voltado especialmente para alunos da Terceira Idade. De tanto ouvir as pessoas falarem de Internet, Terezinha quis saber do que se tratava. A curiosidade move também outros idosos. Elizeu Andrada, 70 anos, cansou de ouvir o neto Felipe, de 12 anos, falar sobre e-mail, até que um dia decidiu aprender a lidar com o correio eletrônico. Hoje, vive escrevendo “cartinhas” para o menino, que mora em Sorocaba.

Na opinião da psicóloga Maluh Duprat, do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, se a Internet já faz parte da vida das crianças de hoje, os pais têm a obrigação de saber do que se trata e se envolver um pouco com esse assunto. “É como a droga. Não precisamos ser usuários para entender sobre elas”, exemplifica.

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