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Para psicóloga, apesar dos perigos, Internet não deve ser vista como vilã

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 1 min

A compulsão criada pelas salas de bate-papo já causou tragédias ao redor do mundo. Nos Estados Unidos, em 1997, a Justiça condenou uma mulher a dois anos e meio de prisão por ter deixado os três filhos pequenos trancados durante horas no quarto enquanto ela conversava com amigos pelo computador. Cinco anos mais tarde, na Coréia do Sul, dois jovens morreram de exaustão depois de passar mais de 48 horas numa lan house (casa de jogos de computador e Internet).

Apesar dos riscos, a psicóloga Maluh Duprat lembra que a Internet não pode ser classificada como a vilã da história. O problema está na forma como ela é utilizada. “É arriscado, mas também não podemos culpar a Internet por tudo de errado que acontece. Ela é uma ferramenta incrível. Oferece praticamente tudo em matéria de informação. A rapidez com que a gente consegue os dados nunca existiu antes”, opina.

O vício normalmente atinge quem utiliza os programas de conversa em tempo real, como o MSN Messenger e as salas de bate-papo. A possibilidade de “dialogar” com várias pessoas ao mesmo tempo prende o internauta na frente do computador. Entre os adolescentes, a conversa geralmente é uma só: sexo.

De acordo com a psicóloga, o comportamento é compreensível porque eles vivem um momento mais intenso da sexualidade. No entanto, ela lembra que é preciso muito cuidado para não se envolver com pedófilos. Segundo ela, eles fazem plantão na rede, procurando por vítimas. Por isso, os conselhos dos pais são tão importantes. “Não aceitar nada de pessoas estranhas, não se deixar enrolar por uma conversa mole, são alguns dos conselhos que os pais sempre dão aos filhos. Isso tem de valer também quando se está na Internet. É uma questão de bom senso”, sugere a psicóloga.

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