A candidata a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional São Paulo (OAB-SP), Rosana Chiavassa, esteve na semana passada em Bauru para o lançamento da candidatura de João Piccino à presidência da subseção da OAB em Bauru. Rosana, que está na chapa “Em defesa do advogado”, encabeçada por Rui Fragoso, disse que a principal proposta é devolver a entidade aos advogados. Quatro chapas concorrem à eleição no próximo dia 30.
Chiavassa afirmou que o advogado se sente abandonado porque a sociedade o enxerga como bandido e a OAB não age em defesa da categoria. “A OAB não reage. Não investe em uma campanha institucional em defesa daquele que é advogado. Não desses que estão advogados, mas são do crime organizado. Então nós achamos que a Ordem tem que voltar os olhos para a advocacia”, ressaltou.
Segundo Chiavassa, a OAB deixou de ser uma instituição que tanto fez pelo Brasil. Para ela, a Ordem é apenas uma sigla que deveria ser o “baluarte do estado democrático de direito”, o que não ocorre atualmente. “Entendemos que a OAB poderia estar agindo como terceira via. A OAB tem legitimidade para entrar com ações civis públicas. Por exemplo: várias cidades fazem coleta e distribuição de água pela Sabesp. Só que a Sabesp, nesses 30 anos de monopólio, nunca tratou o esgoto. A OAB poderia entrar com ações visando ajudar a coletividade e propiciando uma sociedade melhor. Não faz isso”, disse.
Para a candidata, a entidade deixou de lado a advocacia. Ela afirma que se a OAB se preocupasse com a advocacia não deixaria que fossem aprovadas leis que excluem os advogados.
“Nós temos hoje duas leis preocupantes, uma que está para o presidente assinar, que permite que inventários de arrolamentos, separações e divórcios sem menores possam ser feitas em tabelionato. Quem vai orientar essas pessoas a cerca de seus direitos? Temos outra lei que obriga todo cidadão, antes de ir à Justiça, passar por tribunais de mediação. Isso é uma vergonha”, salientou.