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Deputado petista e envolvidos com dossiê trocaram 29 ligações

Folhapress
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Brasília - A CPI dos Sanguessugas confirmou ontem 29 ligações entre o deputado Carlos Abicalil (PT-MT) e os principais acusados de envolvimento na compra do dossiê antitucano no período em que o material contra candidatos do PSDB foi negociado com o empresário Luiz Antonio Vedoin.

O sub-relator da CPI, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), disse que ainda é cedo para confirmar o envolvimento de Abicalil com o dossiegate, mas encaminhou o cruzamento de dados para que o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), responsável pelo caso dossiê na CPI, analise o cruzamento telefônico. “Todas as datas (das ligações) têm uma relevância com as negociações do dossiê. Precisamos aferir a relação entre o Abicalil e os aloprados - o Valdebran (Padilha) e o Expedito (Veloso)”, disse Sampaio.

Segundo o deputado, as ligações ocorreram entre 22 de agosto e 12 de setembro, período em que Expedito Veloso, ex-diretor de Gestão de Riscos do Banco do Brasil, esteve em Cuiabá para negociar a compra do dossiê. Um dos telefonemas trocados entre Abicalil e Expedito ocorreu no dia 22 de agosto, véspera da primeira de três idas de Veloso à capital de Mato Grosso.

Nesta data, os dois trocaram nove ligações, segundo Sampaio - três feitas por Abicalil e seis por Expedito. Já com Valdebran, preso com o R$ 1,7 milhão que seria usado na compra do material antitucano, Abicalil falou por duas vezes no dia 5 de setembro, quando os “aloprados” teriam se encontrado com Vedoin para definir o valor da compra do dossiê.

Apesar do esvaziamento que tomou conta da CPI nas últimas semanas, aliado ao pouco tempo para a conclusão dos trabalhos da comissão -que devem terminar até 15 de dezembro - Sampaio acredita que ainda há como avançar nas investigações sobre a compra do dossiê.

Em nota oficial, Abicalil se mostrou surpreendido pelo cruzamento das ligações que apontam seu suposto envolvimento com o dossiegate. O deputado afirma que, até o momento, não teve acesso aos dados telefônicos disponíveis à CPI nem foi notificado pelo Ministério Público, Polícia Federal ou pela própria comissão sobre sua suposta participação no episódio.

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