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• Vacina anticâncer

Um grupo de cientistas brasileiros do Instituto Ludwig de Pesquisas sobre o Câncer e do Hospital do Câncer, em São Paulo, descobriu um novo antígeno (molécula que alerta o sistema de defesa de que algo está errado) expresso em vários tipos de tumores que está sendo considerado um alvo terapêutico promissor e candidato para o desenvolvimento de vacinas contra a doença. O trabalho, publicado na edição da revista “PNAS”, descreve o antígeno batizado de CTSP-1. A substância pertence a uma categoria particular de antígenos conhecida como “câncer/testis” (CT) - proteínas que se expressam normalmente em células germinativas, como os testículos (daí o nome), mas que aparecem de “modo aberrante” em alguns tipos de câncer.

• Vacina anticâncer 1

Hoje uma das grandes dificuldades do combate à doença é que como ela é provocada justamente por células do próprio corpo que sofreram alterações, o sistema imunológico não costuma reconhecê-las como uma ameaça e não as ataca. E aí vem o pulo do gato dos antígenos CT. Como eles provocam uma resposta natural do sistema imune - mas não o suficiente a ponto de combater a doença - os pesquisadores esperam detalhar esse processo celular de modo a conseguir desenvolver uma vacina com os antígenos.

• Analgésico natural

Um analgésico natural, produzido em humanos e muito mais poderoso do que a morfina. Essa é a substância que acaba de ser identificada por um grupo de cientistas franceses. Denominada opiorfina, a novidade tem suas características funcionais descritas em artigo publicado no site da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas). A equipe liderada por Catherine Rougeot, do Instituto Pasteur, havia identificado recentemente um potente inibidor de dores em ratos, chamado sialorfina, e decidiu investigar se humanos secretavam algum composto similar.

• Próxima fase

Na próxima fase da pesquisa, os autores esperam identificar quais condições fisiológicas causam a liberação natural da substância agora identificada. Os pesquisadores ressaltam que, ainda que seja produzida naturalmente, as propriedades analgésicas da opiorfina precisam ser mais bem entendidas antes que se possa pensar em sua administração em humanos. O artigo Human opiorphin, a natural antinociceptive modulator of opioid-dependent pathways, de Catherine Rougeot e colegas, pode ser lido por assinantes da Pnas em www.pnas.org.

• Visão recuperada

Uma importante conquista na busca de cura para uma das principais causas de cegueira, a degeneração na retina, acaba de ser obtida. Um estudo que ganhou a capa da edição de 9 de novembro da revista Nature descreve o primeiro transplante bem-sucedido de células fotorreceptoras. Em humanos, a retina é constituída por dois tipos de fotorreceptores, os bastonetes, que permitem perceber diferenças entre claro e escuro e são usados para a visão noturna, e os cones, responsáveis pela visão diurna e pela percepção de cores.

• Visão recuperada 1

Um grupo de pesquisadores do Reino Unido, Estados Unidos e Japão implantou células fotorreceptoras na retina de camundongos adultos e cegos devido a um defeito genético. Os animais passaram a enxergar. As células transplantadas, identificadas por um marcador genético de cor verde, não apenas sobreviveram como passaram a se conectar com as células hospedeiras, integrando-se à retina dos animais. Como próxima etapa da pesquisa, os autores pretendem focar na caracterização de mecanismos que possam gerar fotorreceptores a partir de células-tronco. O artigo Retinal repair by transplantation of photoreceptor precursors, de Robert MacLaren e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

• Contra dengue

O governo do Estado de São Paulo lançou hoje a nova campanha de combate à dengue. A meta é reduzir o número de infectados, que já ultrapassa os 43 mil, a níveis dos anos anteriores, oito vezes menor. Para isso, o governo anunciou R$ 5,4 milhões em investimentos, sendo R$ 1,2 milhão saídos da prefeitura. Com a verba serão contratados 406 agentes e adquiridos veículos e equipamentos. Haverá campanhas em rádio e televisão.

• Transplante de córnea

O Brasil é o primeiro País da América Latina a realizar transplantes de córnea totalmente a laser. O novo procedimento causa menos impacto no olho do paciente e reduz de até um ano para três ou quatro meses o período de recuperação, em relação à cirurgia convencional. A tecnologia, até então disponível em nove hospitais no mundo, foi adquirida pelo Hospital Oftalmológico de Sorocaba (SP) e também atende, numa cota limitadíssima, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital é centro de referência em cirurgias do olho e faz 200 transplantes de córnea por mês. Com a tecnologia do Intralase - o conjunto de equipamentos adquirido pelo hospital - será possível dobrar esse número, segundo o administrador Edil Vidal de Souza.

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