Tribuna do Leitor

Aníbal de Carvalho, meu amigo


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Comecei a ler o JC e de repente ali está a morte do meu amigo Anibal de Carvalho. Uma dor pungente tocou-me, não choro desde 2000, quando minha mãe faleceu. Cruzava com ele e dona Alice nos restaurantes da vida e sempre dava notícia do Júnior, da Cínthia e Cássia. Adorava os filhos, grande pai, administrador, presidente e uma série de qualificações. Era no meu imaginário: Anibal - o Grande.

“Seu” Anibal conheceu meu avô, minha mãe e me ajudou muito na vida, como também ao meu sobrinho dr. Fabiano T. A. Neves. Figuras assim são modelos na minha cabeça, elas deixaram este espaço físico, mas tenho em mente sempre o grande homem que foi Anibal de Carvalho.

Deixei de ler o JC, fiz uma oração, a única coisa que restava, mas sua imagem vai ficar para sempre conversando nos restaurantes: “Como vai, professor? O filho está muito bem!...”. Eu ficava feliz de conversar com ele, pois estava sempre empolgado com a vida.

Descanse em paz, amigo Anibal - perdi um grande amigo e mais uma vez: muito obrigado pela ajuda que me deu quando as portas se fecharam e não tinha saída, apareceu Anibal - o Grande - para estender as mãos e ajudar-me. Fique em paz!

Paulo Neves - diretor de teatro - RG 3.977.902-6

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