Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Ramez - despedida

O senador Ramez Tebet (PMDB), que morreu anteontem, vítima de câncer, passou por Bauru há cerca de quatro meses. Segundo seu primo, o bauruense Camilo Tebet, com quem mantinha mais contato, o senador veio praticamente se despedir, pois tinha plena consciência da gravidade de seu estado de saúde.

• “Grande homem”

Camilo Tebet esteve no velório de Ramez no sábado, em Três Lagoas (MS). “Era um grande homem público”, diz o bauruense, numa homenagem ao primo que orgulhou a família por sua destacada postura republicana, em momentos delicados e decisivos da história recente do País.

• Lapso corrigido

Um leitor de nome Paulo Barbosa nos corrige, com muita propriedade, por um lapso cometido na coluna de ontem. Ao falarmos de candidatáveis a prefeito para 2008 em Bauru nos esquecemos de mencionar um dos principais nomes na disputa - o do empresário e presidente do PSDB, Caio Coube.

• Em outra legenda

Realmente, Paulo, Caio teve desempenho respeitável nas eleições de que participou (prefeito em 2004 e deputado em 2002), não sendo eleito por pouco. O leitor lembra da possibilidade, cogitada nos bastidores, de Caio deixar o PSDB para viabilizar sua candidatura por outra legenda. É aguardar para ver.

• A pé e isolado

Mais uma temporada de chuva e mais uma vez a Defesa Civil está a pé, literalmente. E outra: sem comunicação com a cidade. Parece piada de muito mau gosto, mas é verdade. Álvaro de Brito está com o telefone celular cortado porque a prefeitura não pagou uma conta de fevereiro e tem de suar para obter um motorista quando precisa.

• Com a intuição

Ontem, por exemplo, foi um dia de dificuldades para Brito. Com o tempo fechado, vento e chuva forte, o coordenador da Defesa Civil teve de se guiar pela intuição e se valer dos anos de janela para verificar os setores mais críticos da cidade. O celular só deverá ser religado após o pagamento da fatura, prevista para sexta-feira. Até lá, é orar para não cair um temporal daqueles.

• Perplexidade

São estas pequenas (em relação a necessidades muito mais complexas) situações que deixam a população perplexa com o poder público. Não é de hoje que a Defesa Civil não tem condições básicas para atuar. Há vários governos esta é a triste realidade de um setor importante para a segurança de muita gente, principalmente os que moram em áreas de risco.

• Cobrança cruel

Enquanto isso, a aposentada Maria Marques Ferro, que vive na Vila Celina com o filho e uma renda de um salário mínimo, recebe uma conta com uma cobrança de asfalto de R$ 1.004,08. E um aviso: se não pagar até o final do mês, terá de discutir a dívida judicialmente. A cobrança pode até ter suas razões técnicas e jurídicas, mas há algo errado nessa divisão do custo-Bauru. Leia mais na página 4.

• Asfalto comunitário

Um líder comunitário local sugere que pelo menos se transforme a tal conta em asfalto-comunitário, que ficaria mais barato, segundo ele. Outros reclamam da forma abrupta como as contas chegaram, sem aviso prévio. “Se a Justiça penhorar nosso fogão e geladeira, vamos cozinhar na casa do prefeito...”, desabafou uma moradora.

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