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Atrasos atingem 51,3% dos vôos no País

Folhapress
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São Paulo - Ao menos 651 dos 1270 vôos programados para ontem - 51,3% do total - no País sofreram atrasos de mais de 15 minutos, segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero - estatal que administra os aeroportos).

A empresa considera toleráveis atrasos de até 45 minutos. Nesse caso, índice de vôos com atrasos é de 42,7%. Às 18h30, o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), tinha 23 atrasos entre pousos e decolagens. Em Congonhas, também em São Paulo, 13 vôos tinham atrasos. No Rio, o aeroporto do Galeão tinha 15 atrasos, de até duas horas. O aeroporto Santos Dumont tinha 16 vôos com atrasos, de até 3h30.

A chuva e o rompimento, no domingo, de um cabo de fibra ótica do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (Cindacta 2) - que coordena o tráfego na região Sul - foram apontados como responsáveis pelos problemas. A espera atinge os principais aeroportos do País, em um efeito bola-de-neve.

A falha afetou a transmissão de dados necessária para o controle do tráfego aéreo e prejudica vôos nacionais e internacionais, inclusive aqueles que passam pela região Sul sem pousar na região. Em alguns casos, passageiros precisaram passar a noite nos terminais, o que gerou protestos, como no aeroporto Afonso Pena (PR), onde um grupo que deveria ter embarcado na noite de domingo invadiu a pista na manhã de ontem.

Crise

Desde o final de outubro, os passageiros têm enfrentado constantes atrasos nos principais aeroportos do país. Inicialmente, os atrasos foram causados pela chamada operação-padrão dos controladores de tráfego aéreo, que, de forma isolada, decidiram aumentar o espaçamento entre as decolagens. O objetivo seria garantir a segurança dos vôos. As normas internacionais determinam que cada operador deve controlar, no máximo, 14 aeronaves no mesmo instante. O resultado do movimento foi uma seqüência de atrasos e cancelamentos de vôos. O setor entrou em colapso na madrugada do último dia 2, feriado de Finados.

Na ocasião, o comando da Aeronáutica convocou controladores para o trabalho, como medida emergencial. O aquartelamento voltou a ocorrer no último dia 14, véspera do feriado da Proclamação da República, quando atrasos eram registrados nos principais aeroportos do País. Na ocasião, os problemas seriam resultado da falta de controladores no Cindacta 1, em Brasília. A medida foi suspensa no dia seguinte, quando a situação era considerada tranqüila nos terminais.

Protesto

Um grupo formado por aproximadamente 40 pessoas invadiu a pista do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba) para protestar contra os atrasos nos vôos. Segundo a Aeronáutica, os problemas são causados, desde anteontem, pelo rompimento de um cabo de fibra ótica do Cindacta 2, que coordena o espaço aéreo da região Sul do País.

O rompimento teria ocorrido durante o temporal que atingiu a cidade. Com isso, muitos passageiros precisaram passar a noite no aeroporto. O grupo que invadiu a pista deveria ter decolado na noite de domingo. O avião deveria ter saído de São Paulo e pousado em Curitiba às 22h40, para seguir viagem em direção a Foz do Iguaçu por volta das 23h30. Os manifestantes foram retirados da pista do aeroporto pela Polícia Federal. Durante o período, as operações de pouso e decolagem ficaram suspensas.

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