Tribuna do Leitor

16 anos sem “Galvão”


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Saudade que morre no primeiro abraço,

Quando o trem para, na chegada,

Com aquele suspiro do freio que descansa,

Feliz por terminar a viagem de volta.

Assim foi o trem de sua vida,

Cheio de gente, cheio de sonhos e repleto de saudade.

Hoje, o povo já não povoa mais o trem

E isso me entristece, tornando mais triste a despedida.

É que seu trem do tempo chegou ao fim e era hora de

Descer, rumo ao que seria seu descanso.

No trem da vida, desembarcou na estação do sonho.

E na hora do freio se ouviu um grande suspirar,

Era minha saudade, pai.

Uma saudade funda dos trens de antigamente,

Cheios de gente, com anseio da chegada

Ou com a alma doída pela dor da despedida.

E, daqui para frente, embarcarei sempre o leve fardo das

Lembranças, que não ficarão comigo,

Pois haverão de viajar contigo, eternamente.

“Que saudade, meu pai!”

Carlos José Galvão de Moura

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