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Libaneses festejam independência

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 3 min

Apesar da distância do país de origem, a colônia libanesa de Bauru comemora hoje o Dia Nacional do Líbano. A data é relembrada anualmente por descendentes de todo o mundo, pois marca a independência do país, que deixou de ser dominado pela França há exatos 63 anos. Para celebrar a data, a comunidade libanesa em Bauru, estimada em cerca de mil famílias, irá promover um jantar amanhã.

O evento é organizado pelo Clube Monte Líbano de Bauru. A partir das 20h, libaneses, descendentes e brasileiros que comparecerem ao salão Cristal do Garden Hotel se sentirão mais próximos do Oriente Médio. Para aguçar o paladar, será servido um jantar árabe típico. Para relembrar a cultura, as danças do ventre e o dabke (folclórica e coletiva). E para enaltecer o papel desempenhado por representantes da colônia na cidade, homenagens ao deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) e ao poeta Munir Zalaf, presidente da Academia Bauruense de Letras.

O evento relembra um marco histórico e é considerado importante pela colônia libanesa. “A independência está na essência do nosso povo. Apesar de vivermos durante anos sob a influência de outros povos, somos descendentes dos fenícios, que desbravaram os mares e levaram conhecimento a diversos povos”, explica o empresário Riad Elia Said, que mora em Bauru há 36 anos.

Para o presidente da ala jovem do Clube Monte Líbano, Rodrigo Said, a comemoração é relevante tanto para a comunidade quanto para os brasileiros. “Eu nasci em São Paulo. Fui criado com costumes libaneses e locais. É importante relembrar as minhas raízes e também apresentá-las a amigos brasileiros que, em sua maioria, não conhecem nossa cultura”, ressalta.

A união da comunidade ultrapassa fronteiras geográficas. Rodrigo já participou de um encontro mundial de libaneses e descendentes. “Em 2002, pude trocar experiências de vida e conhecer as diferenças entre os libaneses que moram em diversas partes do mundo. As realidades e peculiaridades são contrastantes entre aqueles que habitam a América, a Ásia, a África e a Oceania”, relembra.

Apesar da distância, Brasil e Líbano estão muito próximos segundo o empresário e presidente do Clube Monte Líbano, Massad Kalim Massad. “Assim como nós fomos recebidos de braços abertos pelo povo brasileiro, o mesmo acontece com aqueles que visitam o Líbano, que parece um pedaço do Brasil no Oriente. Acompanhei a Copa do Mundo de lá e a comemoração é tão intensa quanto aqui”, revela.

Massad ressalta a ligação entre os povos. “Todos os libaneses que vieram ao Brasil trabalharam bastante para o progresso das cidades onde moram. Fincamos raízes, atuamos em diversos segmentos e deixamos todos os frutos conseguidos aqui, para serem usufruídos pelas próximas gerações e pelos brasileiros”, afirma.

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História

O Líbano é um pequeno país do Médio Oriente. A costa oeste, de cerca de 220 quilômetros de extensão, é pelo Mar Mediterrâneo. Na costa leste estende-se uma vasta cadeia montanhosa com pontos que chegam a mais de 3 mil metros de altura. Ao sul faz fronteira com Israel e ao norte e a leste, com a Síria. Sua capital e maior cidade é Beirute.

A história do país se inicia no ano 3 mil antes de Cristo, quando os fenícios se estabeleceram na região onde hoje está localizado o Líbano. Este povo é conhecido por ter sido hábil no comércio, na navegação e por ter inventado o alfabeto, usado para facilitar a comunicação durante as transações comerciais.

Por milhares de anos o Líbano foi independente. Em 333 a.C., o imperador grego Alexandre, o Grande, conquista a região. Em 64 a.C. ela passa para o domínio dos romanos. No ano 636, os árabes passam a ocupar o território. De 1516 a 1914 o Líbano é governado pela civilização otomana, relembrada por práticas cruéis. Logo após, tem início o chamado Protetorado Francês, que durou até 1943, ano da independência do país.

Da Redação

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