Economia & Negócios

Bauru terá mais opções em Internet e telefonia

Luiz Galano
| Tempo de leitura: 4 min

A partir do próximo ano, os moradores de Bauru terão uma nova opção de Internet banda larga. A NET irá disponibilizar o Virtua, que envia e recebe dados da rede mundial de computadores através do mesmo cabo em que é transmitido o sinal de TV por assinatura da empresa. A chegada do novo serviço deve acirrar a concorrência no segmento, já que os usuários da cidade atualmente contam com apenas dois tipos de conexão além da discada.

Outra novidade será a chegada do telefone fixo da NET, fruto de uma parceria com a Embratel. O novo sistema poderá ser adquirido através de um plano que engloba também os sinais de TV e Internet banda larga, todos transmitidos através de um mesmo cabo. O serviço fará concorrência com as duas opções existentes no mercado bauruense: a linha convencional da Telefônica e o sistema Livre, da Embratel.

Os três sinais (TV, telefone e Internet) já estão disponíveis para consumidores da Capital e outras cidades do Interior, como Sorocaba, Ribeirão Preto e Campinas. Em São Paulo, o usuário pode comprar um pacote que engloba os três serviços. No entanto, segundo o gerente da NET em Bauru, Valmor César Schmitt, as três opções também poderão ser adquiridas separadamente.

Na Capital, o preço do pacote de serviços varia de R$ 99,90 para o plano básico, até R$ 349,90 para o plano mais completo (com mais canais de TV e maior velocidade de conexão). Mas os preços são válidos apenas para os três primeiros meses do serviço. Expirado o limite de tempo estipulado, é acrescido o custo de R$ 34,90 referente à franquia para uso do telefone. No entanto, a empresa afirma que esse valor pode ser abatido nas ligações efetuadas pelo consumidor.

Como não existe data estipulada para disponibilizar os três serviços na cidade, a NET ainda não sabe quais serão os preços praticados. “Provavelmente, os valores em Bauru serão diferentes da Capital. Ainda não temos uma tabela formada. Pode ser que haja diferença dependendo da praça. Além disso, existem muitas mudanças nos preços devido às promoções”, revela Schmitt.

De acordo com o gerente da empresa, o funcionamento do telefone será idêntico ao de uma linha fixa normal. “A única diferença é que a voz será transmitida via cabo, em conjunto com os outros serviços”, explica. Assim como acontece com a Telefônica, o usuário do serviço da NET paga uma espécie de assinatura mensal, inexistente no sistema Livre, da Embratel. “Dependendo da política comercial que será adotada, o usuário poderá ficar meses sem pagar a franquia, como acontece atualmente em São Paulo”, completa.

O proprietário de empresa de informática Guilherme Manrique utiliza os dois tipos de conexão banda larga disponíveis em Bauru, o Speedy e a Internet a rádio. “A pessoa precisa pesquisar e escolher o tipo de serviço que melhor irá atender às suas necessidades”, afirma.

“Não aconselho o sistema via rádio para pessoas que fazem pouco download, porque o custo com o equipamento é um pouco elevado no caso de residências e empresas. Já o Speedy, dependendo do plano, limita a quantidade de downloads”, revela o empresário, que não conhece o serviço disponibilizado pela NET.

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Concorrência

A dona de casa Maria Denise Monari vê com bons olhos a chegada da nova empresa. Para ela, qualquer tipo de concorrência é bem-vinda, tanto no ramo da Internet quanto da telefonia. “O consumidor tem mais opções. Ele pode comparar os preços, elencar as vantagens e optar por aquele que ache mais interessante”, opina.

A dona de casa se mudou da Capital para Bauru há três meses. Quando morava em São Paulo, utilizava a Internet banda larga da NET. “Já tinha o sinal de TV e depois pedi a Internet. Nos três primeiros meses paguei R$ 79,90 pelos dois serviços, depois passou para R$ 111,90, além de R$ 11,00 pelo provedor de acesso”, conta.

Em Bauru, ela optou pelo serviço da Telefônica. “Como liguei para a NET e eles me avisaram que não tinham o Virtua aqui, assinei o Speedy. Pelo plano básico eu pago R$ 29,90 até o Carnaval, depois há um reajuste. Ainda tem o gasto com a assinatura do telefone, acho que é R$ 37,00, e com o provedor de acesso mais R$ 11,00”, diz. “Eles queriam me cobrar R$ 24,00, mas como já era cliente da empresa, exigi que o preço fosse o mesmo praticado quando eu morava em São Paulo”, completa.

Conversando com uma vizinha, Denise descobriu que poderia ter economizado caso optasse por outro tipo de acesso a Internet e outra operadora de telefonia. “Ela me explicou que tem Intenet a rádio e que paga cerca de R$ 50,00 (pelo serviço), sem taxa de provedor. Outra amiga me avisou que, ao invés do telefone comum, eu poderia ter pego um da Embratel com valor mensal fixo de cerca de R$ 30,00, sem taxa de assinatura”, afirma Denise.

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