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Greenpeace pressiona Bayer a retirar projeto de milho transgênico

Folhapress
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São Paulo - O Greenpeace realizou ontem um protesto em frente à sede da Bayer CropScience, em São Paulo. Cerca de 30 ativistas da organização ambientalista contornaram a sede da empresa com uma fita com a mensagem “área contaminada”. Os ativistas também simularam uma plantação de milho no jardim e colaram uma faixa no prédio com os dizeres “Milho transgênico: no nosso prato não!”. Segundo a organização, o protesto teve o objetivo de pressionar a empresa para retirar da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) o pedido de liberação comercial de seu milho transgênico Liberty Link (www.liberty linkhybrids.com).

A liberação da variedade geneticamente modificada é um dos assuntos discutidos na pauta da reunião da CTNBio, que começa hoje em Brasília. “A Bayer não pode usar o Brasil como campo de testes e os brasileiros como cobaias. Este milho transgênico não pode ser liberado até que exista uma certeza sobre a sua segurança”, disse Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de engenharia genética do Greenpeace. “Se a empresa for irresponsável e mantiver seu pedido de liberação comercial, caberá à CTNBio e ao governo proteger os brasileiros”.

Procurada pela reportagem, a Bayer não se posicionou sobre as acusações de possíveis riscos oferecidos pelo milho transgênico. Segundo o Greenpeace, representantes da empresa apresentaram à organização uma carta informando que a variedade estava em avaliação na CTNBio. A organização ambientalista encaminhou uma denúncia à CTNBio, solicitando um posicionamento sobre o assunto. Desde o último dia 8, o Greenpeace disponibilizou um protesto virtual (www.greenpeace.org.br/ciber_milho) contra o milho transgênico pedindo que o milho geneticamente modificado da Bayer não seja aprovado pela CTNBio.

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