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Estudante morta por anorexia pode ter usado remédios sem receita médica

Folhapress
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Araraquara - A estudante universitária Carla Sobrado Casalle, 21 anos, que morreu na última quinta-feira vítima de complicações decorrentes de anorexia nervosa, comprava remédios, provavelmente laxantes e diuréticos sem receita, em farmácias da cidade. A suspeita é da família da estudante de Araraquara Araraquara (117 quilômetros de Bauru).

A tia de Carla, a advogada Ilka Sobrado, afirmou que familiares chegaram a ir até algumas farmácias pedir para que não vendessem mais remédios à jovem. Carla, que também sofria de bulimia, teria obtido informações sobre as doenças na Internet.

“Não sabemos se ela comprava remédios pela Internet, mas já fomos em farmácias pedir para não venderem remédios para ela”, disse a tia Ilka.

O delegado Marco Aurélio Gomes Barbosa, do 2.º Distrito Policial de Araraquara, explica que ainda aguarda laudo do Instituto Médico Legal (IML) para eventualmente abrir inquérito para apurar a morte da estudante universitária. Mas não descartou a possibilidade de investigar a aquisição dos remédios. “Oficialmente, não tinha nenhuma informação a respeito. Se forem medicamentos ilegais, é preciso descobrir a origem desses deles, se houver alguma restrição à compra”, acrescenta o delegado. “Mesmo um laxante pode fazer alguém ir parar na UTI.”

Para Antonio Carlos Braga Júnior, presidente da Associação de Drogarias e Farmácias de Araraquara, ainda existe venda sem prescrição, mas a situação melhorou. Carla se submetia a tratamento de anorexia há 5 anos. Ela tinha tinha 1,74 m, usava manequim 34 e pesava 55 kg, mas chegou a ter 48 kg.

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