Bairros

Rua asfaltada no Sta. Edwirges está cheia de cascalhos e terra

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

De um lado, buracos imensos. Do outro, asfalto coberto com terra e cascalhos. Andar de carro ou até mesmo caminhar pelas ruas do Jardim Santa Edwirges depois de um temporal é um verdadeiro desafio. Nas ruas de terra, a enxurrada rasga o solo, abrindo grandes buracos. E nas poucas ruas asfaltadas, a lama cobre a pavimentação. Quando o tempo abre, quase não se vê o asfalto embaixo da terra e dos cascalhos.

Na tarde de ontem, ainda se via os estragos do temporal de segunda-feira. A partir da quadra 13 da avenida Paulo Frontin, uma das principais do bairro, a terra se estendia por mais três quarteirões. “Depois da chuva, as pessoas tinham que andar se agarrando ao alambrado do posto de saúde para não escorregar na lama e cair”, conta Soraia Fernandes, que há quatro anos mora no local.

Para desviar de um grande buraco bem ao lado de sua casa, os motoristas estão utilizando a sua calçada. “Tive que colocar uma pedra para impedir. E se atropelam uma criança?”, questiona. Bem no cruzamento da alameda Júpiter com a avenida Paulo Frontin, não existe nenhuma boca- de-lobo para o escoamento da água da chuva. A água e a lama que desceram por essas ruas acabaram acumulando na alameda Tróia, que dá acesso ao Núcleo de Saúde Santa Edwirges. Ontem, ela estava coberta de cascalhos.

Fabiana Carolina Silva Ribeiro, caminhava com seu filho Marcel, de apenas 3 meses nos braços. Como o calçamento também estava tomado por terra, ela transitava pela rua. “Toda vez que chove, isso fica assim, cheio de terra. Ontem (anteontem), uma mulher tentou atravessar com um carrinho de bebê e acabou caindo”, conta.

Os moradores da quadra 1 da alameda Descartes encontraram uma saída para alertar os motoristas sobre um enorme buraco na via. Para aqueles que se aventuram em praticar um verdadeiro rally, que é enfrentar a rua de terra, foi plantada uma bananeira no início de um buraco que possui cerca de meio metro de profundidade e quase um metro de largura em sua parte mais larga. “Se não coloca a bananeira, os motoristas podem cair. No último buraco que abriu aqui, caiu um caminhão dentro”, lembra a moradora Raimunda Maria Veneziano.

Sobre os problemas do bairro, a prefeitura informa que Secretaria das Administrações Regionais (Sear) está realizando um levantamento das ruas com problemas na cidade para definir um cronograma de execução de serviço de terraplanagem, o que visa diminuir o problema de escoamento de terra para as quadras asfaltadas.

Quanto aos buracos, a prefeitura explica que também depende de cronograma de prioridades executado pela Secretaria de Obras, que deve ir ao local e verificar a situação para definir a urgência do atendimento em relação a outras áreas do município com o mesmo problema.

Comentários

Comentários