Polícia

PMs habilitados para multar no trânsito passam de 40 para 200

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Chegou ao fim uma tradição de 30 anos. Os cerca de 40 policiais militares do trânsito - identificados na rua pelo braçal e quepi ou bombeta branca – tornaram-se generalistas. Perderam o diferencial no uniforme e passaram tanto fiscalizar e orientar os motoristas quanto atender ocorrências de assalto, por exemplo. Em contrapartida, os 200 homens do policiamento ostensivo de Bauru também foram habilitados a lavrar multas de trânsito municipais.

“Hoje, a maioria dos policiais já anda com talão de multa por infrações de solo. Padronizamos todos os policiais para não distinguir quem é do trânsito. Uniformizamos o traje para que ele seja identificado como policial militar e não do trânsito”, explica o tenente-coronel Pedro Batista Lamoso, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI).

De acordo com ele, as autuações só podem ser feitas pelo policial credenciado, por meio de convênio assinado com o município. Quando recebem o talão da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) podem tanto flagrar desrespeito ao semáforo, estacionamento irregular e excesso de velocidade (exemplos de infrações municipais), quanto condutores sem licenciamento (situação de infração estadual).

“Quando a gente credencia, eles passam por treinamento específico. Tem que ter qualificação. A legislação é bem complexa. Para multa estadual, todo mundo já podia (autuar). Eles já fizeram o treinamento”, informa o tenente-coronel.

Com as mudanças, orientadas pelo Comando Geral da Polícia Militar, o atendimento prestado à população será mais ágil, informa Lamoso. “O espírito é atender de imediato qualquer ocorrência. O mais rápido possível e bem”, acrescenta. Com a medida, um policial não precisa acionar o outro para resolver uma ocorrência ou um problema no trânsito.

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Preservar a vida

O objetivo da Polícia Militar (PM) ao tornar o policial do trânsito um generalista – e quintuplicando o número de homens habilitados a multar - não é apenas aumentar o policiamento ostensivo na cidade como também preservar a vida. A informação foi prestada pelo tenente-coronel Pedro Batista Lamoso, comandante do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI).

“Pode parecer uma indústria de multa. Mas nós não estamos preocupados com isso porque a questão de verba e recurso é a mesma, se a gente multar ou não. A polícia não ganha nada com isso. Nenhum pró-labore, nada. Muitas vezes, se não tiver ninguém para fiscalizar o condutor, ele excede na velocidade”, afirma Lamoso.

O tenente-coronel aponta estabilidade no número de multas aplicadas de 2002 para cá (sendo que 2006 foi avaliado somente até outubro). No entanto, ele não descarta alta no número de infrações a partir da mudança. Mas pondera que muitos motoristas deixaram de preocupar-se em obedecer o Código de Trânsito Brasileiro.

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