Regional

Horta de Gália produz beterraba gigante

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Gália - Se uma beterraba gigante já é incomum, o que dizer de dois canteiros inteiros cheios de beterrabas pesando entre 200 gramas a 3,1 quilos? Pois esses canteiros existem e podem ser conferidos na horta comunitária da Prefeitura de Gália (70 quilômetros de Bauru).

A maior beterraba colhida no local pesa 3 quilos e 115 gramas. A medição foi feita pelo professor de química Francisco Koshi Tanoue, que considerou inusitado o fato da maior parte das beterrabas plantadas em dois canteiros da horta possuírem tamanho incomum.

De acordo com o responsável pela horta, o funcionário municipal Luís Carlos Veríssimo, neste ano é a segunda vez que o tubérculo chegou ao tamanho avantajado.

Questionado se utiliza algum produto especial no cultivo das beterrabas, Veríssimo ressalta que usa apenas adubo orgânico. O esterco de galinha, que é misturado à terra, vem de uma granja da cidade e de granjas de Bastos.

Tanoue ainda não sabe o motivo que levou a beterraba a crescer dessa forma, mas tem algumas suposições. Ele não descarta a possibilidade do crescimento anormal da beterraba estar ligado ao uso de hormônios nas criações das aves responsáveis pela adubagem. “No esterco de galinha, vai aparecer muito hormônio que eles (os produtores) dão para a ave. Eu acho que pode ser isso”.

O funcionário da horta explica que, após plantadas as sementes, em cerca de 30 dias as beterrabas já estão prontas para ser colhidas. Ele lembra que, neste mesmo período, algumas acabam crescendo mais do que as outras.

Veríssimo também não sabe explicar o porquê de algumas beterrabas crescerem, em um mesmo canteiro, com tamanhos diferentes. “O esterco de galinha é o mesmo, a semente é a mesma”, explica.

O custo-benefício da horta é significativo para a prefeitura. O maior investimento é com os salários dos dois funcionários que cuidam do local, cerca de R$ 1,5 mil.

Como a água utilizada para regar a plantação é gratuita (já que é retirada de um poço semi-artesiano), as outras despesas são apenas com a compra do adubo e das sementes. Dessa forma, a custo baixo, a produção da horta acaba abastecendo várias escolas e entidades.

A maior parte dos alimentos produzidos na horta é enviada para a cozinha piloto da cidade que, após preparar os alimentos, distribui para duas escolas estaduais e uma municipal.

A outra parte é enviada para uma creche, para o Hospital São Vicente e para o lar do idoso Vila Vicentina. Além disso, o projeto assistencial “Colméia” também recebe os alimentos.

Para se ter uma idéia, apenas neste projeto, cerca de 80 crianças são beneficiadas com a inclusão dos legumes e verduras na alimentação diária.

Além da beterraba, são cultivados outros alimentos como cenoura, repolho, mandioca, milho, cachi de metro e pimentão, além das verduras.

De todas essas variedades, segundo Veríssimo, apenas a beterraba cresceu além do normal. O professor informou que pretende analisar uma mostra do tubérculo para tentar descobrir o que levou a beterraba a crescer tanto. Tanoue e Veríssimo garantem que, apesar do tamanho, o sabor e a cor do alimento não sofreram alterações.

De acordo com Ovalto Cazzo, do setor administrativo da prefeitura, em média são utilizadas 6 toneladas de adubo por ano na horta. Ele explica que os funcionários, além de utilizar equipamentos de segurança para trabalhar no local, também participam de cursos e palestras para se atualizar sobre o desenvolvimento e o cultivo de hortas.

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