Botucatu - A rua mais discutida de Botucatu é a Amando de Barros, um centro comercial que movimenta o comércio da cidade (100 quilômetros de Bauru). Ganha força entre os comerciantes da rua a possibilidade de ampliar as calçadas e limitar a pista para automóveis a um corredor em que passe apenas um veículo de cada vez.
Esta é a proposta levada aos vereadores da cidade pelos comerciantes Maurício Seródio e Cármino Deleo Filho, integrantes da Associação de Empresas da Rua Amando de Barros (AEAB).
Junto com os parlamentares, eles trabalham na elaboração de um projeto de lei que transforme a Amando em um shopping a céu aberto. Para os comerciantes, esse seria o modelo que entendem ideal para revitalizar o espaço de compras, consumo de serviços e de footing.
No período de datas “quentes” para vendas, o frenesi dos consumidores leva os transeuntes a disputarem espaço com carros, motos, bicicletas no meio da pista, muito além das calçadas abarrotadas. O atual formato da principal artéria do Centro não satisfaz o comerciante botucatuense. Já se falou até em transformar o trecho entre a rua Marechal Deodoro e Coronel Fonseca em calçadão. Entretanto, a idéia de calçadão não é a menina-dos-olhos de Seródio e Deleo, que afirmam sua preferência por um “meio termo”.
“A nossa idéia de calçadão é alargar as calçadas para melhorar o trânsito de pessoas e deixar espaço para a passagem de apenas um veículo por vez para também não impedir o trânsito totalmente. Claro que a nossa intenção também é discutir isso com a população”, defende.
A Associação se responsabilizaria pela organização do comércio no local. “Mas sempre levando em conta a opinião do cidadão, que é o nosso público alvo”, afirmam.
Para viabilizar o quanto antes a proposta, ambos se reuniram esta semana com os vereadores Lelo Pagani (PT), Antônio Luiz Caldas Júnior (PC do B) e Josey de Lara Carvalho (PL), integrantes de uma comissão que formula o projeto de lei para revitalizar a rua. Vereadores e comerciantes analisaram o texto, fizeram algumas modificações e o projeto deverá passar ainda por diversos trâmites na Câmara Municipal até ser colocado em votação.
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Sem calçadão
A proposta de implantação de um calçadão, rechaçada no ano passado e que sempre volta à baila, também foi avaliada, mas em seus aspectos negativos. “Nós verificamos diversos modelos de calçadões e percebemos que as cidades onde havia aquele tipo de calçadão fechado, onde a passagem de veículos é totalmente vedada, estão modificando o modelo para ser mais prático aos munícipes”, garantem Maurício Seródio e Cármino Deleo.
De acordo com eles, o projeto teve base em pesquisas de modelos de comércio de diversos municípios como Bauru, São Vicente e Curitiba, entre outros. “Queremos fazer uma coisa que funcione. Um shopping a céu aberto, mas organizado, disciplinado e com atrativos para a população e benefícios para os comerciantes”, projetam os comerciantes.