Polícia

PM treina cães para busca em escombros

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 1 min

Eles trabalham “pra cachorro”. Só neste ano, os animais do canil da Polícia Militar (PM) ajudaram a apreender 87 quilos de maconha, seis quilos de cocaína e dois de crack. Também foram apreendidas quatro armas brancas e oito armas de fogo. Uma dúzia de foragidos foram recapturados e dois corpos que estavam ocultados por criminosos, encontrados.

O canil conta hoje com 18 cães. De acordo com o tenente Gustavo Cardoso Xavier, os animais são utilizados em patrulhamento, para imobilizar criminosos, operações de bloqueio, controle de distúrbios civis – como rebeliões em penitenciárias -, buscas de foragidos e pessoas desaparecidas, apreensões de entorpecentes e eventos, como jogos de futebol e shows.

Atendendo a um pedido do Corpo de Bombeiros, um dos cães que realizam busca em mata vai acumular mais uma função. Ele está sendo treinado para procurar pessoas em escombros. “Também planejamos treinar um cão farejador para explosivos”, revela o tenente.

Para serem treinados pela polícia, os cães precisam preencher alguns requisitos. Além da ter pedigree, eles devem ter facilidade para o trabalho de policiamento. O soldado Ozéias da Silva, que há 12 anos treina os cães, destaca a atuação do cão policial Hans, na busca de duas meninas em uma cidade da região. Levadas a um canavial, uma delas foi violentada e as duas foram deixadas nuas no meio da plantação.

Com tantas histórias, os cães já estão famosos, conhecidos até pelos criminosos. O soldado Ozéias conta que durante uma ação na Penitenciária 1 de Bauru, ele chegou com a springer spaniel Sandy, farejadora de entorpecentes. “As mulheres já conheciam a Sandy e começaram a conversar entre elas. Quando fomos ao banheiro feminino, vimos que muitas já tinham dispensado tijolinhos de maconha, com medo de serem surpreendidas por ela”, relembra.

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