Uma parte expressiva dos jovens investidores está levando suas economias às cadernetas de poupança. Para o economista Fernando Pinho, o recurso é o mais viável para investir atualmente.
Segundo ele, a rentabilidade dos fundos, principalmente de renda fixa, está se tornando desvantajosa por conta das taxas de administração, que variam entre 2% e 4% ao ano e, por isso, corróem uma fatia significativa do rendimento. Em contrapartida, de acordo com o economista, até o valor de R$ 40 mil a poupança oferece um rendimento praticamente igual ao do fundo.
Existe a vantagem de isenção na cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e de Imposto de Renda.
“Mesmo que os fundos paguem um pouco a mais que a poupança, o Imposto de Renda de 27,5% cobrado e a não isenção da CPMF fazem com que a poupança, até uns R$ 40 mil, seja tão competitiva quanto o fundo”, destaca o economista.
A gerente de relacionamentos da Caixa Econômica Federal (CEF) em Bauru, Adriana Rosa Silva diz que a maioria dos investimentos feitos por jovens no banco são aplicados em cadernetas de poupança. Para ela, a preferência é resultado da facilidade e segurança de operar a caderneta e também pela vantagem da isenção de CPMF.
“Existem aplicações mais rentáveis, porém, como estamos com uma inflação e uma taxa de juros mais baixas, a poupança está mais atrativa. Além disso, ela oferece uma segurança maior ao cliente. No fundo de investimento você corre um pouco de risco no rendimento. Na poupança não”, ressalta Silva.