Polícia

Acusado de homicídio alega que agiu em defesa do irmão

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Ao ser indagado sobre a morte do estampador Paulo Roberto da Silva Fernandes, 31 anos, ocorrida anteontem à noite no Jardim Ferraz, o autônomo Antonio Carlos Moraes Filho, 31 anos, afirmou que “cobrou uma bronca” para defender seu irmão. A informação consta no boletim de ocorrência, registrado após a prisão do rapaz.

Ele foi encontrado quando jantava na casa de um tio, situada na quadra 18 da avenida José Henrique Ferraz, no Parque Granja Cecília. Com ele, a Polícia Militar (PM) encontrou um revólver calibre 32 - municiado com duas cápsulas intactas. No bolso, ele guardava outras quatro deflagradas. Foram apreendidas, assim como a arma.

Os policiais encontraram Antonio Carlos por intermédio de seu irmão, o serralheiro Alexandre Carlos Moraes, 27 anos. Procurado em sua casa no Jardim Solange, Alexandre negou ser o autor do homicídio. Mas no seu veículo, a PM encontrou um retalho de pano branco e uma sacola, também apreendidos.

Ele contou ter dado carona para Antonio Carlos, que havia deixado os objetos no veículo após desembrulhar um revólver. Alexandre indicou alguns endereços de parentes onde seu irmão poderia estar.

Atrito

Quando localizado, Antonio Carlos esclareceu que havia “cobrado a bronca” porque Alexandre vinha sendo ameaçado pela vítima. Fábio da Silva Fernandes, 28 anos, irmão do estampador morto, confirmou que ele e a vítima haviam tido um atrito com Alexandre e que, na ocasião, danificaram o veículo dele.

Conforme relatou aos policiais, no dia anterior ao crime, Alexandre foi procurá-lo e o ameaçou de morte. Anteontem, no entanto, Fábio contou que estava no interior de sua residência, na quadra 12 da rua Antonio Valderramas Daro, no Jardim Ferraz, assim como Paulo Roberto, que lavava roupa no corredor do imóvel.

Foi quando ouviu vários disparos de arma de fogo e, ao verificar, encontrou Paulo Roberto ferido. Conforme o JC publicou na edição de ontem, a vítima foi socorrida por uma viatura da PM ao Pronto-Socorro Central (PSC), mas não resistiu. Levou um tiro na altura do ombro, de cima para baixo, que penetrou e chegou ao abdome.

A partir dos relatos de Fábio, a polícia chegou em Alexandre e, depois, em Antonio Carlos. O homicídio foi registrado no Plantão da Polícia Civil e encaminhado ao 1º Distrito Policial.

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