Quero agradecer a esse importante espaço do Jornal da Cidade, pois através dele recebi em minha casa a resposta mais rápida de minha vida, vinda de um orgão público, é lógico. Há alguns meses atrás, procurei pelo Ibama de Bauru a fim de solicitar a guarda de uma ave silvestre da espécie pássaro preto do brejo, que foi criado em casa desde filhote, pois o mesmo é portador de uma deficiência visual. Nessa data, a chefe, dra. Lélia, me orientou a fazer um ofício ao dr. Rômulo (diretor de Fauna), em Brasília-DF, pois, segundo as palavras dela, ele é uma pessoa de um coração muito bom. Preparei o oficio, anexei as provas da clínica veterinária em que tratei meu pássaro e enviei para Brasília. Passados cinco dias, liguei para o dr. Rômulo, que me atendeu prontamente, e indaguei sobre minha correspondência. Ele me respondeu com uma pergunta: “Mas por que a Lélia não resolveu isso aí mesmo, um problema tão simples como esse?" Logo pensei que seria fácil. Depois de muitas ligações, muito passa-passa, resolvi escrever nessa tribuna, cuja nota foi publicada dia 17/11, sexta-feira.
No dia 18/11, sábado, um dia após a publicação, recebi em minha residência um ofício datado de 17/11, onde trazia a resolução de que meu pedido havia sido indeferido, por falta de “amparo legal”. Que amparo legal é esse? Tenho certeza que a dra. Lélia leu o jornal e, sentindo-se pressionada, logo providenciou a resposta, postando-a nos correios como AR. Quero aqui externar minha indignação pelo tipo de tratamento que recebemos em certos órgãos públicos, ou melhor, certas pessoas públicas. Isso ainda vai longe e eu continuarei a perguntar... Ibama, o que é? O que faz?
Adilson Motta - RG 7.466.983