Bauru registrou ontem a décima morte por afogamento no município. O autônomo Ânderson Messias da Silva, 18 anos, perdeu a vida na noite da última quinta-feira quando se afogou enquanto nadava numa lagoa do Sítio Sakai, localizado na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Bauru.
Conforme o boletim da Polícia Militar (PM), o rapaz estava acompanhado por mais dois adolescentes, que não souberam precisar a hora em que ocorreu o acidente. A vítima foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e reconhecida por seu pai, Eliseu Freitas Costa.
Com a morte de Silva, Bauru já contabiliza quatro mortes a mais por afogamento neste ano em comparação ao número registrado entre janeiro e dezembro de 2005. O crescimento, até agora, foi de mais de 60%.
Para o 2.º sargento do setor de operações e treinamentos do Corpo de Bombeiros de Bauru, Gliceu Grossi, a maior parte das pessoas que morrem afogadas dá margem à imprudência. “Em geral, as vítimas entram no rio alcoolizadas ou pouco tempo depois de terem se alimentado exageradamente. As pessoas têm que entender que não devem nadar no rio porque é um lugar de pouca segurança. Esse lazer tem que ser feito em piscina”, alerta o sargento.
Não existe um levantamento oficial que revele o perfil das pessoas que morrem afogadas em Bauru. Mas segundo Grossi, muitas das vítimas são homens, adolescentes ou jovens e moradores de bairros periféricos.
O bombeiro ressalta que as famílias poderiam contribuir muito na prevenção dos afogamentos. Ele lembra que muitas crianças e adolescentes, em vez de entrarem na escola, acabam faltando à aula para nadar em rios e lagoas do município.
“Os pais têm que procurar saber se os filhos estão realmente na escola. Eles podem estar em algum rio, correndo riscos. Faltam cuidados dos pais também”, completa.
A orientação, portanto, é evitar nadar em rios. Nem sempre a profundidade é visível. O leito, conforme o Corpo de Bombeiros, também pode oferecer armadilhas, como os rodamoinhos que se formam a partir de depressões no fundo do rio. O risco de ser sugado é grande nessas áreas, aponta o sargento.
Outro fator que contribui para a ocorrência de afogamentos são os barrancos. Conforme Grossi, muitas pessoas usam a margem do rio como trampolins. “É muito fácil da pessoa ficar tetraplégica se a profundidade for pequena. Ela corre um sério risco de bater a cabeça”, ressalta.
O recomendável é não entrar em águas fluviais para nadar. Mas se por algum motivo a pessoa enfrentar essa situação e perceber que pode se afogar, o importante é manter a calma e tentar flutuar, segundo orienta o Corpo de Bombeiros em Bauru.
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Região
Neste ano, duas pessoas foram vítimas de afogamento na região de abrangência do Corpo de Bombeiros de Bauru. Uma morreu em Iacanga e outra em Pederneiras.
Em 2005, foram seis mortes fora de Bauru. Duas ocorreram em Macatuba, duas em Avaí e o restante nas cidades de Pederneiras e Lençóis Paulista.