Bairros

Emef viveu como ‘inquilina’ por quase um ano

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

A diretora Ana Maria Victal não comete nenhum exagero quando afirma que o mal desempenho da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) “Dirce Boemer Guedes de Azevedo” é fruto das precárias condições físicas existentes ano passado no local. O problema é que o prédio onde funciona a instituição passou a receber alunos antes mesmo estar concluído. “Quando inauguraram (em dezembro de 2004), isso aqui era ainda um verdadeiro canteiro de obras. Não havia piso, banheiro, escadas... A fiação elétrica ficava toda exposta e tinha pedreiros trabalhando por todos os lados”, conta ela.

Para evitar que os alunos ficassem expostos a tantos perigos, a solução encontrada pela direção da Emef foi transportar as crianças de ônibus até escolas estaduais da região (Parque Ferradura Mirim e proximidades). “Muitos pais achavam o trajeto distante e não deixavam que os filhos freqüentassem as aulas”, diz Victal. Não por acaso, lembra ela, era grande a quantidade de faltas entre os estudantes da escola.

O período em que a instituição esteve como “inquilina” (quase um ano) trouxe ainda outro tipo de dificuldade aos alunos e professores da Emef. Por conta da distância - e para não atrapalhar o andamento normal das atividades na escola que cedia o espaço - os estudantes da “Dirce Boemer” eram obrigados a entrar em sala de aula com cerca de 20 minutos de atraso, todos os dias.

“Os desinteresse das crianças chegou a tal ponto que fui obrigada a colocar o prédio inacabado para funcionar”, conta Victal. Salas de aula, banheiros e escadas já estavam terminados. “Faltavam apenas uns pequenos acabamentos. Mas foi melhor para os alunos, mesmo eles tendo de conviver com o barulho dos pedreiros durante alguns meses”, pondera. Atualmente, a estrutura física da escola está totalmente concluída. A Emef conta, inclusive, com biblioteca e sala de artes.

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