Bairros

Aluna trovadora é orgulho da ‘Santa Maria’

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Ultimamente, os professores da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) “Santa Maria” andam tendo vários motivos para se orgulhar. Além do bom desempenho alcançado na Prova Brasil do ano passado, eles ainda podem se gabar de lecionarem para uma poeta, ou melhor, um trovadora.

Giovana Campos de Oliveira tem 13 anos, mora no Núcleo José Regino e cursa a 7.a série na escola da Vila Cardia. Ela começou a fazer trovas em 2003, quando tinha apenas 10 anos. “Eu estava na 4.a série e a professora pediu que fizéssemos um trabalho sobre poesia”, lembra.

Giovana se destacou na atividade - tanto que acabou tomando gosto pela coisa. “Daí comecei a fazer rimas por conta própria”, recorda. Modesta, a garota diz que os primeiros versos da carreira literária eram apenas “umas quadrinhas”. Ela acredita que passou a compor trovas de fato somente depois que foi convidada para ingressar a União Brasileira dos Trovadores (UBT), em Bauru.

“Aprendi muito lá dentro”, diz. Atualmente, Giovana é sempre chamada para declamar poemas em eventos da Emef “Santa Maria”. Ela também participa de reuniões semanais na UBT, ao lado de trovadores experientes. “O mais novo lá tem 50 anos”, afirma.

Jovem, Giovana poderia se sentir um “peixe fora d’água” em meio aos poetas mais velhos. “No começo eu realmente me sentia assim, mas depois fui criando mais contato com todo mundo e hoje posso afirmar que a UBT é uma verdadeira família para mim”, garante.

Aplicada, Giovana adora aulas de língua portuguesa. Amante de literatura, é leitora assídua de autores como Fernando Pessoa, Cora Coralina, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira. Apesar de tanto carinho pelos versos, a trovadora se mostra propensa a seguir estudos numa área um tanto distante das letras.

“Tenho vontade de ser bióloga, pois gosto muito de animais. Mas ainda não decidi.” Mesmo assim, a poesia de Bauru não corre riscos de ficar privada das rimas e da métrica de Giovana. Se ainda não sabe qual profissão irá seguir quando adulta, a jovem poetisa possui ao menos uma certeza. “Vou continuar fazendo trovas até o fim da vida”, garante.

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