Regional

Histórias de sucuris agitam Iacanga

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

Uma “família” de cobras sucuris está assustando os moradores, chacreiros e rancheiros da cidade de Iacanga. Histórias “borbulham” a todo momento entre os moradores, que não cansam de contá-las, e cada um deles tem sempre um caso novo e mais interessante para apimentar a “boataria”. Mas nem todos concordam que o aparecimento de sucuris é boato. Há quem garanta que já presenciou o ataque da cobra, que costuma enrolar sua presa para matá-la por esmagamento.

Verdade ou boato, a cobra sucuri faz parte da ordem do dia entre os moradores da vizinha cidade, especialmente entre aqueles que moram, têm rancho ou chácara na beira do ribeirão Claro.

O mais recente comentário surgiu há pouco mais de um mês, quando um pescador se livrou de uma sucuri que tentava esmagá-lo, no bairro de São Vicente, enquanto ele pescava.

Mas os comentários lembram de casos de sumiço de cachorros, gatos, capivaras e de ataques a pessoas, especialmente mulheres, garante o caseiro Hélio de Faria Silva.

Mesmo com todos os relatos, a verdade é que nenhum dos entrevistados tinham imagens para comprovar a existência das sucuris vivas ou mortas. O couro da cobra, que também poderia garantir a veracidade de algumas histórias, também não apareceu.

Controvérsias à parte, o único hospital da cidade, a Irmandande da Santa Casa de Iacanga, registrou no ano passado sete acidentes com animais peçonhentos. Nem um deles está configurado como esmagamento ou golpe de sucuri.

A diretora clínica do hospital, Ana Paula Madureira explica que nesses registros incluem-se as picadas de aranhas, escorpiões e cobra. “Nenhum socorro por esmagamento provocado por cobra sucuri.”

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