O aposentado Euclides Paschoal Ferrari, 73 anos, mora próximo do Ribeirão Claro há 17 anos e não raras vezes pega uma filhote de sucuri na rede que ele arma para pegar peixe. “Eu já viu a sucuri pegar cachorro e uma capivara de umas três arrobas.”
Ferrari conta que matou uma cobra dessa espécie de uns seis metros. “O couro minha filha levou para Ibitinga. Ela veio na rede, toda embolada. Quando eu percebi que era uma cobra, peguei um pedaço de madeira e golpeei a cabeça dela. Ela morreu.”
Na opinião do aposentado, a represa de Ribeirão Claro é um local propício para a procriação do réptil. “Desde de que se formou a represa tem sucuri. Aqui tem muita taboa e as cobras ficam embaixo.”
Ele acredita que se a cobra pegar uma pessoa, consegue engoli-la. “Ela fica na água e só sai se estiver com fome. Aqui eu já vi ela engolir um cachorro grande e uma capivara.”
A carne da cobra, segundo ele, é boa para comer. “Quando mataram uma cobra dessas, um comerciante das proximidades da prainha cortou a carne e fez tira-gosto para os clientes. Quem comeu, gostou.”