Regional

Trauma

Rita de Cássia Cornélio
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A partir do episódio, o motorista passou a evitar as pescarias. “Fiquei traumatizado. Só pesco durante o dia. Dizem que os ataques da cobra acontecem depois do escurecer.”

Ele garante que a história não é de pescador. “Eu vivi a situação e meu amigo viu a cobra. As marcas ficaram não só no corpo, mas no psicológico.”

Gonçalves lembra que durante três dias não dormiu. A história é confirmada por sua mulher. “Ele dormia um pouquinho e acordava sobressaltado.”

Ele frisa que cochilava e de repente sentia o animal peçonhento no seu corpo. “Sentia o corpo da cobra junto do meu. Gelado e áspero, uma sensação horrível. Tive medo de morrer.”

Para ele, a pescaria ficará marcada para sempre. “Principalmente porque aconteceu na véspera de meu aniversário.”

A iacanguense Kátia Aparecida da Silva garante que viu as marcas deixadas pela sucuri em Gonçalves. “Naquele dia, ele foi levado para o atendimento médico. Eu estava numa lanchonete que fica ao lado. Comentaram que ele tinha sido atacado pela sucuri. Eu fui lá ver e ele estava todo marcado acima da cintura.”

A mulher lembra que ouviu falar que a cobra tinha enrolado em seu corpo e que ele tinha conseguido vencê-la. “Ele reclamava de dores fortes.”

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