Hiroshima - A Seleção Brasileira Masculina enfrenta, na madrugada de amanhã, a sensação do Mundial de vôlei do Japão. A Bulgária atravessou invicta a primeira fase e pôs em cena a revelação do torneio. Kaziyski, 2,02 m e 22 anos, deixou de ser juvenil em setembro e já é a referência do time. Com 55,8% de aproveitamento de suas cortadas, ele ocupava a quarta colocação na lista de melhores atacantes do Mundial até ontem.
O brasileiro Dante estava em segundo. Sua principal arma - que será o maior pesadelo dos brasileiros -, porém, é o saque. Kaziyski estava na liderança da lista de sacadores mais eficientes, com incríveis 19 aces. Já seria suficiente para deixar os brasileiros preocupados com o confronto das 2h de quarta, em Hiroshima. Mas o passado recente mostra que um descuido pode arruinar a campanha do time brasileiro.
Na Liga Mundial deste ano, os búlgaros marcaram 3 sets a 0 sobre os brasileiros e colocaram fim a uma invencibilidade nacional de mais de um ano. “Nós nem vimos a cor da bola naquela partida”, rememora o líbero Escadinha. O último confronto entre as duas equipes em Mundiais aconteceu também no Japão, em 1998. Naquela ocasião, o Brasil venceu por 3 sets 1.
Na madrugada de hoje, os brasileiros enfrentariam a Itália. Uma derrota os deixa em situação complicadíssima, na dependência de resultados de outros jogos para se classificar. “Quando enfrentamos a Bulgária (na Liga), fazia muito tempo que não jogávamos contra eles. Agora, eles estão mais vivos na memória. Sabemos que, se estivermos concentrados, aquele jogo não vai se repetir”, disse o ponta Dante.
Para o técnico Bernardinho, além do maior conhecimento sobre o adversário, as dificuldades enfrentadas pela Seleção no Mundial deixaram o time mais familiarizado com a forma de atuar dos búlgaros. “É um time que saca forte, teremos pressão. Já passamos por isso contra a República Tcheca e conseguimos superar. Foi um bom aprendizado.”
Por causa da pressão por resultados positivos, o técnico Bernardinho explicou ontem que a Seleção Brasileira conseguiu evoluir taticamente e encontrou o seu ritmo no Mundial que está sendo disputado no Japão.
Para o treinador, as fracas apresentações da primeira fase da competição ficaram para trás. “Estamos há seis anos jogando sob a máxima pressão. Somos campeões do mundo e olímpico. Todas as equipes fazem o impossível para tentar nos vencer, por isso, a pressão, na prática, acaba por motivar os jogadores”, explicou o treinador.
Atualmente, o Brasil divide a segunda posição do Grupo F com Itália e França. A liderança é da Bulgária. Os dois melhores avançam às semifinais.