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Entre mulheres, câncer de pulmão é o tipo que mais cresce

Folhapress
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Rio - De 1979 a 2004, o tipo de câncer que mais aumentou entre homens foi o de próstata, enquanto entre as mulheres a maior variação ocorreu em casos de câncer de pulmão. Em 1979, a taxa de mortes por 100 mil homens por câncer de próstata estava em 7,08. Vinte e cinco anos depois, essa taxa aumentou para 13,84, uma variação de 96% no período. Entre as mulheres, a taxa de mortes por câncer de pulmão aumentou de 3,61 para 7,11, uma variação de 97%.

O diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini da Silva, explica que o aumento no número de mortes por câncer de próstata entre homens está relacionado ao envelhecimento populacional (já que a doença é mais comum entre os mais velhos) e à melhoria do diagnóstico. No caso das mulheres, a principal explicação é o aumento do consumo de cigarros, principal fator de risco para o desenvolvimento da doença.

O professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Miguel Srougi diz que o envelhecimento, fatores ambientais e uma maior busca por casos podem estar contribuindo para o aumento de casos de câncer de próstata. Mas relativiza os números do Inca e diz acreditar que o total de pessoas com câncer é subestimado. “Vejo com respeito, mas acho que são dados imperfeitos. Não por causa do Inca, mas porque temos um sistema de saúde indigente.”

“Situação do Câncer no Brasil” mostra ainda que, em 2006, a estimativa é que ocorram 472 mil casos novos da doença no País. Com exceção do câncer de pele não-melanoma (o mais comum no Brasil), a maior incidência entre homens está relacionado à próstata (26% dos casos), pulmão, traquéia ou brônquio (10%) e estômago (8%).

Redução

Nos últimos 25 anos, o tipo de câncer que mais diminuiu no Brasil, tanto em homens quanto em mulheres, foi o de estômago. Entre mulheres, a taxa de mortalidade por essa causa caiu de 7,49 mortes por 100 mil para 4,86, uma redução de 35,1%. Entre homens, a redução foi de 16,52 para 11,67, uma variação negativa de 29,4% entre 1979 e 2004.

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