Turismo

O tango em La Boca

Por Eliane Barbosa | Com Agência Estado
| Tempo de leitura: 3 min

O bairro do Boca Juniors (La Bombonera), das casas com fachadas coloridas de zinco e “calles” de paralelepípedos, é o lugar ideal para quem quer assistir ao vivo aos bailarinos de rua.

La Boca é o bairro mais original da capital portenha. Fica colado ao porto e é lembrado pelas casas coloridas de dois andares, edificadas com folhas metálicas de zinco e tábuas.

Berço do tango e do lunfardo (gíria do início do século usada em muitas letras de tango), La Boca nasceu cinza, triste, servindo de reduto dos pobres.

E ficou colorida graças ao pintor ítalo-argentino Benito Quinquela Martín, um mito no bairro.

Pitoresco, La Boca é o bairro dos primeiros moradores genoveses e palco dos jogos disputados entre o Boca Juniors.

Lá fica El Caminito, cartão postal de Buenos Aires, uma rua onde há exposições de arte, feira de artesanato e dançarinos.

Vários casais apresentam-se regularmente em El Caminito e vivem de gorjetas dos visitantes. Eles aproveitam o retorno dos turistas ao local.

Depois de conhecer o bairro e comprar artesanato típico, uma boa pedida é aproveitar a noite e visitar algumas casas de tango e cafés-concerto. A noite em Buenos Aires é uma das grandes atrações. As danceterias não lotam antes das 3h.

A Esquina Carlos Gardel é uma casa muito visitada por turistas e portenhos. É muito fácil distingui-los. Geralmente, o nativo vai de terno e gravata e o visitante, de roupas informais.

Localizada no valorizado bairro Arbasto, a casa fica numa esquina, numa rua batizada de Carlos Gardel, uma homenagem ao mais importante divulgador do tango.

Lá, pode-se comer iguarias típicas, como o bife de chorizo, e assistir a um produzido show de tango num ambiente decorado, relembrando os salões do início do século.

O estabelecimento ocupou o lugar do restaurante Chanta Cuatro, onde Gardel se reunia com os amigos para cantar, comer, beber e muitas vezes amanhecer.

Café Tortoni

Os que preferem um pouco de história também são contemplados nos cafés portenhos. Vá ao Café Tortoni, o mais famoso e antigo da cidade (1858).

Localizado no bairro Montserat, o mais velho de Buenos Aires, o Tortoni tem atrações diárias de tango.

As origens deste café são pouco conhecidas. Sabe-se que um imigrante francês conhecido como “Tuan” deicidiu inaugurá-lo no fim de 1858. O nome Tortoni tem origem num estabelecimento do Boulevard des Italiens, onde a elite parisiense se encontrava no século 19.

Metrópole

Buenos Aires é uma metrópole de mais de 11 milhões de habitantes, uma das maiores cidades do mundo. É uma cidade elegante que resume a essência do povo argentino.

Quase a metade da população argentina, em torno dos 35 milhões de habitantes, vive na Capital e na província de Buenos Aires, sendo essencialmente de raça branca (95%), descendentes, principalmente de italianos e espanhóis.

Com a chegada maciça de imigrantes europeus, a raça mestiça – cruzamento de branco com índio – foi-se diluindo pouco a pouco e, atualmente, constituem apenas 4,5% da população racial argentina.

A população indígena pura de mapuches, collas, tobas, matacos e chiriguanos, representa 0,5% dos habitantes.

Buenos Aires mistura a sedução européia com os costumes latinos. Por isso nela é possível aprender a dançar apertados tangos em salões ou mesmo em praças públicas e desfrutar de uma impressionante oferta cultural nos seus museus, parques públicos, centros de exposições e grandes cenários.

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