São Paulo - Um grupo formado por cerca de 80 índios de várias etnias, armados, invadiu anteontem o prédio da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) em Porto Velho (RO) e impediu que 60 funcionários do órgão deixassem o local. Até o início da noite de ontem, depois da liberação dos funcionários, os índios permaneciam no prédio.
Segundo Nelson Mutzie, um dos manifestantes que estavam no prédio ontem e presidente do conselho de saúde indígena de Vilhena, os funcionários da Funasa foram impedidos de deixar o local anteontem e liberados por volta das 11h (horário de Brasília) ontem.
A Funasa em Brasília, por intermédio de sua assessoria de imprensa, disse que os funcionários não chegaram a passar a noite no prédio e que saíram por volta das 18h de terça.
De acordo com manifestantes, há atraso no envio de repasses da Funasa ao Estado há cerca de quatro meses. Lideranças da manifestação divulgaram uma nota à imprensa em que criticam a presidência da Funasa e afirmam que “há quatro meses equipes de saúde não vão para as aldeias” em razão do atraso apontado por eles no envio de repasses.
A Funasa, por meio de uma nota, declarou que “não reconhece a reclamação de indígenas que ocupam a sede do órgão em Porto Velho sobre escassez de recursos”. Segundo o órgão, já foram repassados neste ano R$ 11.448.574. A entidade também declarou que o atendimento à saúde dos povos indígenas em Rondônia vem sendo realizado.