Tribuna do Leitor

Prefeitura e relógio digital


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A moda na prefeitura há cerca de alguns meses é o relógio digital. Existem secretarias onde é utilizado o ponto eletrônico (onde é passado o cartão pelo funcionário) e lugares onde somente é utilizado o livro (onde o funcionário assina seu horário de entrada e saída, inclusive horário de almoço). Concordo que deva existir um melhor método de averiguação quanto ao horário de entrada/saída do ponto do funcionário, mas as indagações são as seguintes:

1) O relógio digital servirá apenas para funcionários de carreira ou também para o alto escalão?

2) Como funcionário de carreira leiam-se aqueles funcionários que foram admitidos através de concurso municipal;

3) Como alto escalão leiam-se os cargos comissionados tais como diretores (departamentos ou divisões), assessores, consultores, secretários, secretárias de secretários, chefe de gabinete, pois esses cargos, efetivamente, são os que possuem um alto salário e nem sempre são funcionários de carreira, podendo ser admitida qualquer pessoa sem ter passado por concurso público, por isso mesmo é um cargo comissionado/de confiança;

4) Os cargos comissionados, se devem cumprir uma jornada de 8 horas como todo funcionário de carreira, também deverão colocar o “dedinho” para a leitura digital para fazer “jus” à sua jornada de trabalho? Ou além do alto salário que possuem podem ter uma jornada de trabalho como bem entender?

5) Todas as secretarias estarão submetidas ao relógio digital?

6) A Câmara de Bauru também terá o relógio para controlar o horário de seus funcionários assim como dos vereadores?

7) Pois, se bem me lembro, os salários dos vereadores, assim como dos secretários municipais, tiveram um generoso aumento com a desculpa de que “eles precisavam dedicar-se exclusivamente à pasta”, mas não é o que ocorre quando nós, simples mortais, vamos procurá-los em seus gabinetes e nunca os encontramos.....

Temos visto muito blá-blá-blá dessa administração, sem atitudes concretas voltadas para a cidade (que está abandonada) e ao funcionalismo. Na época de campanha, tudo era um mar de rosas, mas a realidade é dura e crua. Bem que o antigo prefeito dizia que iríamos sentir falta da “tartaruga”, pois era “tartaruga” mas pelo menos andava! Enfim, com a implantação do relógio digital, gostaria de ver funcionar o direito de todo o funcionalismo (carreira ou comissão) valer igualmente a todos, sem distinção, e que dessa vez “a corda não arrrebenta somente do lado mais fraco.”

Maria S. Pereira - RG 00175505

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