Economia & Negócios

Compra antecipada garante vantagens

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 3 min

Todo final de ano, algumas cenas se repetem nas lojas e shoppings: inúmeras pessoas disputando o mesmo espaço, atendimento precário e a grande possibilidade de não encontrar mais o presente desejado. Para evitar tudo isso, a saída é antecipar as compras de Natal e desfrutar das vantagens que este planejamento proporciona.

Nas palavras do presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, “quem compra primeiro, compra melhor”. Segundo ele, o consumidor que não deixa para fazer as compras na última hora evita o desconforto das lojas lotadas e encontra maior variedade de produtos.

“Certamente, quem faz compras com antecedência, não deixando para os últimos dias antes do Natal, vai encontrar maior variedade e será melhor atendido pelos vendedores, que terão mais tempo para dar atenção aos clientes. Quem deixa para a última hora pode se ver obrigado a comprar produtos similares por não encontrar mais exatamente o que queria. Agora há mais oferta de produtos”, salienta.

Quanto aos preços, na opinião de Carvalho a tendência é de que não ocorram alterações até o Natal, seja para mais ou para menos. Se houver, serão casos isolados. “Geralmente os preços não mudam de agora até o Natal. Além disso, o fato das lojas não estarem lotadas até facilita uma eventual negociação com o vendedor”, acrescenta. As grandes promoções do comércio são realizadas em janeiro, após as festas de final de ano.

A partir de agora, a tendência é de movimento cada vez maior nas lojas. Ontem, último dia permitido por lei para os trabalhadores receberem a primeira parcela do 13.º salário, lojas do Centro e do Bauru Shopping já tiveram movimento superior ao dos últimos dias.

“Hoje (ontem) o comércio já está bem mais cheio. A partir do quinto dia útil de dezembro, quando sai o pagamento (dos trabalhadores), a tendência é de aumentar mais ainda, culminando nos últimos dias que antecedem o Natal, depois que a segunda parcela do décimo terceiro é paga”, observa o presidente da Acib.

Presentes

O gerente de uma loja de departamentos da área central da cidade, Carlos Bertoldi confirma o aumento no número de consumidores que foram ao Calçadão da Batista e ruas transversais ontem. “Realmente, o movimento está intenso hoje (ontem). A partir de agora, só aumenta até o Natal.”

Segundo ele, entre os produtos mais procurados para este Natal estão televisores de 29 polegadas, máquinas fotográficas digitais e celulares. Alguns modelos tiveram bruscas quedas de preço visando as compras de final de ano.

“Temos uma TV de 29 polegadas tela semiplana à venda por R$ 699,00, que é um ótimo preço. Também estão sendo muito vendidas câmeras digitais de cinco mega pixels por esse mesmo preço e um celular Motorola com câmera, gravador e outros itens por R$ 289,00. O preço original era R$ 499,00”, sugere o gerente.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, Sérgio Motta, também vê vantagens em antecipar as compras de Natal. A principal delas, na sua opinião, é ter mais opções de escolha nas lojas.

“Quem compra antecipado, pega as coleções por completo. Quando chega nos últimos dias antes do Natal, existe a possibilidade de muitos artigos terem esgotado. Assim, às vezes a pessoa acaba comprando o que não queria”, argumenta.

Segundo ele, os comerciantes estão apostando nas vendas antecipadas este ano. “Com a chegada da primeira parcela do 13.º salário, já estamos aguardando um aquecimento nas vendas”, garante.

O vice-presidente da Associação das Empresas do Calçadão (AEC), Francisco Alberto de Bernardis, também recomenda as compras antecipadas. “Quem comprar agora encontrará um ambiente muito mais tranqüilo nas lojas e maior variedade de produtos. Além disso, a concorrência está forte e muitas empresas estão antecipando promoções”, aponta.

Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade em outubro, somando a previsão em torno de R$ 50 milhões a R$ 55 milhões que serão injetados na economia de Bauru com o pagamento do 13.º salário aos resultados de uma pesquisa sobre o potencial de consumo da população em 2006, a movimentação financeira neste final de ano pode chegar a cerca de R$ 300 milhões.

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