O Aeroclube de Bauru divulgou ontem à tarde que a causa da queda do avião da instituição, no último sábado, foi falha humana. Na ocasião, o monomotor modelo Cessna 150 PT-OYF era pilotado pelo instrutor Manoel Fernando de Oliveira, que teve ferimentos leves e foi internado no Hospital de Base. Durante a semana, ele passou por uma cirurgia no pé machucado no acidente e foi liberado no último dia 28. Também estava na aeronave Thiago Querino Cespedes, aluno do curso de piloto, que nada sofreu na queda.
Tanto o instrutor quanto o aluno enviaram relatório ao Aeroclube informando as circunstâncias do pouso forçado na zona rural de Bauru, nas proximidades do trevo da Eny, pouco tempo após a decolagem. Em nota divulgada à imprensa, a entidade explica que após a análise dos documentos constatou que o acidente foi provocado por falha humana durante a execução de treinamento de pane simulada. A nota ainda informa que autoridades da Aeronáutica em passagem por Bauru tiveram acesso aos relatórios, vistoriaram o avião danificado e confirmaram a causa do acidente.
O Aeroclube também divulgou que tomou as providencias legais sobre o pouso forçado e, como não houve vítimas ou dano material a terceiros, encerrou o caso. Agora, o relatório será encaminhado à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). A possibilidade de falha durante treinamento de pane no motor já estava sendo discutida desde o início da semana.
Os relatórios individuais de Cespedes e Oliveira foram analisados para esclarecer o que motivou o pouso forçado. Com base nas informações dos dois, foi elaborado um relatório para a Anac. No início da semana, Fábio Lara, presidente do Aeroclube, explicou que esse é o protocolo exigido pela agência em casos de acidente. “O objetivo do formulário que será entregue à Anac é normatizar os procedimento, para minimizar os riscos”, afirmou.
O acidente não causou nenhuma alteração na rotina do Aeroclube, que continuou normalmente com as aulas de pilotagem. De acordo com Lara, os estragos no monomotor são reparáveis e a entidade está fazendo orçamentos fora de Bauru porque a oficina do Aeroclube não possui condições de fazer o conserto.