Botucatu - O comando da Guarda Civil Municipal (GCM) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) pleiteia junto à Polícia Federal (PF) o porte de arma de fogo e também de coletes à prova de balas. A corporação municipal aguarda aprovação de pedido encaminhado à PF, o que tem chances remotas de liberação ainda este ano.
Caso seja autorizada, a GCM de Botucatu será a segunda no Estado a adquirir o direito de uso de armamento, desde que passou a vigorar o Estatuto do Desarmamento (lei 10.826 de 2003).
O comandante da GCM, José Maximiano Barretos, explica que a primeira a conseguir a autorização foi a Guarda Civil de Osasco. “Pelo que eu acompanho, outras cidades maiores já usavam armas, mas com medida liminar”, esclarece. Ele acrescenta que o uso de armas pelas GCMs foi normatizado em 15 de agosto pela portaria federal 665.
A proposta da GCM botucatuense armada ganhou mais força a partir da semana passada, quando uma viatura que atendia uma ocorrência na rua Adolfo Devidé, na Vila São Luiz, foi surpreendida com disparos desferidos por homens que passavam em uma motocicleta.
Os policiais não foram feridos e nem a viatura foi atingida, porém, a situação demonstrou que a GCM, implantada em julho deste ano, também é alvo de criminosos. Barretos avalia que o lugar do incidente, área do 1.º Distrito Policial, não figura entre os mais perigosos da cidade.
Segundo o comandante, existe pressa no trâmite do pedido junto à PF porque a arma é um importante instrumento na atuação dos policiais, resguardando os prédios públicos da municipalidade e atuando na comunidade. “Eles estão passando por bairros com índice de criminalidade maior”, justifica.
Atualmente, o efetivo da GCM é formado por 30 policiais, sendo seis policiais femininas e 24 masculinos. Eles já concluíram um curso no Centro de Formação e Ensino da Guarda Civil de Osasco. Na preparação, os policiais fizeram o treinamento de tiro com revólver calibre 38, com 60 horas, e faltam mais 20 horas de instrução para estarem aptos a manusear pistola semi-automática calibre 380.