Internacional

Junta médica confirma que ex-premiê russo foi envenenado

Folhapress
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Moscou - Uma junta médica determinou que o ex-premiê russo Yegor Gaidar, 50 anos, que foi atingido por uma doença repentina na última semana, foi mesmo envenenado, segundo anunciou ontem sua porta-voz, Valeri Natarov. O anúncio do envenenamento do ex-premiê chega no momento em que o Reino Unido investiga a morte do ex-espião russo Alexander Litvinenko, 43 anos, que morreu na última quinta-feira após ser envenenado com polônio radioativo.

“Se trata de um envenenamento de origem não natural, mas os médicos não puderam determinar a substância utilizada”, disse Natarov. “Esperamos um diagnóstico oficial até o início da próxima semana.”

Gaidar, 50 anos, afirmou ao jornal “Financial Times” que foi atingido, repentinamente, por uma doença grave durante uma visita à Irlanda na semana passada. Os sintomas misteriosos surgiram um dia depois da morte de Litvinenko em Londres. Por enquanto, não foram detectados indícios de radiação na doença de Gaidar, afirmou o jornal ontem. “Sofri problemas sérios de saúde no dia 24 de novembro, que representaram um risco à minha vida”, disse o ex-premiê em entrevista ao jornal por telefone, de Moscou, onde realiza exames. “Esta ameaça não se concretizou. A situação estabilizou-se depois de algumas horas”, afirmou.

Ekaterina Genieva, que ajudou a organizar a conferência da Universidade Nacional da Irlanda onde Gaidar se apresentaria, disse que ele estava pálido quando apareceu. Gaidar saiu da sala cerca de dez minutos depois. “Corri atrás dele e o vi caído no chão, inconsciente. Ele estava vomitando sangue, e também sangrou pelo nariz por cerca de 35 minutos”, disse ela, segundo o jornal. Gaidar foi tratado durante a noite em um hospital irlandês antes de voltar para a Rússia.

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