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Verão é o período de proliferação de bichos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Com a proximidade do verão, que começa no dia 21, a tendência é que as pragas urbanas comecem a se proliferar com mais rapidez. As altas temperaturas associadas ao acúmulo de lixo e de alimentos são fatores que ajudam na disseminação desses seres minúsculos, mas perigosos.

Além da leishmaniose, os pernilongos, dependendo da espécie, são capazes de transmitir a dengue, malária e febre amarela, entre outras doenças. A picada de um escorpião pode matar uma pessoa. O carrapato, especialmente o “estrela”, é o responsável pela transmissão da febre maculosa. As baratas, por sua vez, são disseminadoras de várias doenças, principalmente gastroenterites (náusea, vômito, diarréia etc).

O combate ao escorpião e ao carrapato depende quase que exclusivamente da conscientização da população. Deixar terrenos limpos e evitar o acúmulo de comida é uma boa iniciativa. O Centro de Zoonoses não faz a limpeza. Normalmente, o órgão trabalha com a orientação e autuação dos moradores.

Em caso de terreno sujo, a multa mínima é de R$ 150,00. O autuado tem 15 dias corridos para se defender ou regularizar a situação do terreno. Em caso de reincidência, a multa dobra de valor.

Segundo o infectologista Benedito Barraviera, diretor do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (Cevap), da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, a presença de escorpião é um problema de saúde pública.

Eles geralmente são encontrados em locais quentes e com farta alimentação. Na zona urbana, o escorpião se alimenta basicamente de baratas. Portanto, se ele encontra comida farta é porque o local não está assim tão limpo. Baratas não vivem em ambientes que priorizam a higiene.

A picada de um escorpião provoca dor intensa, segundo o infectologista. A recomendação é procurar o pronto-socorro o mais rápido possível para um bloqueio anestésico à base de xilocaína. A substância serve para aliviar a dor. Outra alternativa é a aplicação de soro antiescorpiônico. Se não houver socorro médico dentro de um prazo de duas ou três horas, o veneno pode ser fatal.

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‘Novas’ baratas

Com o tempo, novas gerações de baratas vão surgindo. “Elas voltam de outros lugares, como as residências, e se proliferam novamente”, diz Leandro Razuk Ruiz, diretor de divisão técnica do DAE. Segundo ele, o veneno da dedetização da rede de esgoto não chega às residências. Por isso, o combate a essa praga precisa também da colaboração dos moradores.

A barata do esgoto é a mesma encontrada nas residências. De acordo com Ruiz, não há uma região da cidade onde a proliferação é maior. A recomendação para a presença indesejada das baratas é deixar a casa limpa. “Elas vão onde tem alimento. Se houver uma boa higiene na cozinha, elas não aparecem”, afirma. Segundo o diretor, o controle domiciliar ajuda a combater a proliferação dessa praga. “Quanto menos barata existir melhor para todos.”

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