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Comportas fechadas deixam o rio ainda mais raso

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

O fechamento das comportas da lagoa do rio Batalha, com o objetivo de manter o nível do leito e, assim, permitir a captação de água para abastecer Bauru, provoca a diminuição do curso da água mais adiante. A medida pode agravar as condições do já degradado curso d’água.

A medida interfere diretamente na vida do rio abaixo do local onde o Departamento de Água e Esgoto (DAE) retira água. Em alguns pontos, já se nota lagoas onde, anteontem, os pescadores de fim-de-semana tiravam peixes com peneira, conforme uma pessoa relatou ao JC. “Eu vi um pescador tirar uns cinco quilos de lambaris”, relata.

Na altura da ponte Boa Vista, o rio Batalha está reduzido a uma lâmina de água muito rasa. O JC esteve ontem e constatou que peixes buscavam a superfície, sinal claro de que a falta de água corrente diminui a oxigenação do rio.

Em um ponto com maior volume d’água o Batalha apresenta no máximo 30 a 40 centímetros de profundidade. O rio Batalha nasce na Serra da Jacutinga, no município de Agudos e deságua no rio Tietê, no município de Uru. O manancial integra a Bacia Hidrográfica do Médio-Tietê e pertence ao Comitê de Bacias Tietê-Batalha.

Além do abastecimento doméstico, suas águas servem à irrigação de hortaliças ou plantas frutíferas e à recreação. Uma fonte consultada pelo JC disse que, nas atuais condições climática, sem previsão de chuvas, é grande o risco de uma mortandade de peixes pela falta de oxigenação no rio.

Outro efeito do fechamento das comportas, por onde escoa a água que sobra da captação, é que com o rio com pequena profundidade, peixes predadores, como o mandi, sobem para superfície em busca de alimentos.

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