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Abertura do comércio aos domingos causa polêmica em Jaú

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 1 min

Jaú – O setor do comércio de Jaú (47 quilômetros de Bauru) inicia a semana na expectativa de que as lojas possam não abrir no próximo domingo. Para as grandes redes, o comércio aberto aos domingos é fundamental para engrossar os caixas e bater metas de venda e, por conseqüência, faturamento de fim-de-ano.

Na última sexta-feira, circulava informação que representantes dos trabalhadores no comércio e dos comerciantes iriam entregar um abaixo-assinado nos sindicatos do setor sustentando a não-abertura dos pontos comerciais nos próximos dois domingos (10 e 17).

Paulo Zaccheo Filho, diretor do Sindicato dos Empregados no Comércio de Jaú (SecJaú), que representa os trabalhadores, disse ao JC, na última sexta-feira, que a entidade não havia recebido nenhum comunicado. “Até agora só há comentários de que existe um abaixo-assinado”, acrescenta. O documento teria cerca de 300 assinaturas de empregadores e de trabalhadores.

Como o assunto é espinhoso, Zaccheo defende que se cumpra o Acordo de Compensação de Horas da categoria. De acordo com o diretor, ficou estabelecido a abertura de forma facultativa do comércio aos domingos. O comerciante que abrir, segundo ainda o acordo, deverá conceder um dia de descanso para o funcionário.

Zaccheo detalha que aquele que for abrir domingo dia 10 tem que conceder a folga ainda nesta semana, pois o acordo firmado prevê o descanso antecipado ao trabalhador (cláusula 5ª do acordo).

Conforme o representante sindical, atualmente o setor do comércio varejista emprega com registro em Carteira cerca de 2.500 pessoas, contigente de profissionais que deve ter sido engrossado por mais contratações temporárias.

A reportagem fez contato com o Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Jaú porém não foi localizado um responsável para comentar o assunto, na última sexta-feira.

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