Regional

Falta de chuva preocupa Saemja

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - A falta de chuva está preocupando o Serviço de Água e Esgoto do Município de Jaú (Saemja), que apesar de ainda não pensar em racionamento, tem contado com um nível crítico de volume d’água dos mananciais da cidade, que variam entre 50% a 60% da capacidade total.

“A situação está bem precária. As chuvas dos últimos dias não têm refrescado a situação. Esta chuva mais centralizada não tem resolvido, não preenche o reservatório”, explica o assessor de comunicação e marketing do Saemja, Antonio Carlos Piesigilli.

De acordo com Piesigilli, por enquanto, a água só tem faltado, esporadicamente, nos bairros onde o consumo é maior. “Nós fechamos o reservatório só para recuperar o nível. Não dá para falar quais os bairros atingidos porque é em função do consumo, varia de lugar para lugar”, ressalta, lembrando que cada vez que o reservatório está com o nível muito baixo, ele é fechado por algumas horas para recuperar o nível mínimo.

Apesar de estarem trabalhando com um nível de reservatório com cerca de 50% de sua capacidade, o assessor afirma que, por enquanto, o Saemja não está pensando em fazer rodízios e nem racionamento de água. “Embora a maioria das cidades tenha problemas de racionamento e de rodízios, nós não temos”, diz Piesigilli, apesar de reconhecer que, caso o índice fique abaixo dos 50%, pode comprometer a distribuição no município.

No início do mês passado, o assessor já havia dito à reportagem que os reservatórios de água estavam conseguindo abastecer a população sem riscos de racionamento.

O abastecimento em Jaú é feito através dos 15 poços artesianos espalhados em vários bairros da região, responsáveis por suprir o consumo de cerca de 40% da população. Os outros 60% dos moradores contam com a água dos mananciais e córregos que cortam a cidade.

“Tímidas”

Piesigilli lembra que apesar as chuvas dos últimos dias serem “tímidas”, elas ajudaram um pouco. “Eu posso dizer que as chuvas que caíram (nos últimos dias) contribuíram. O problema é que deveria chover a curtíssimo prazo 150 milímetros e na cabeceira dos mananciais”, ressalta, lembrando que quando chove o nível da represa tem chegado a 60%.

O assessor acredita que a população também pode contribuir para evitar a escassez de água. Por isso, desde janeiro deste ano, o órgão vem promovendo palestras em escolas da cidade para orientar e educar as crianças sobre a importância do consumo otimizado da água, evitando assim o desperdício.

As orientações agora também estão sendo feitas em clubes de serviços, sociedade de amigos de bairro e igrejas.

“Nós notamos a diferença na economia da água porque as crianças que assistem a palestra ficam sensibilizadas. Eu coloquei uma história de um tempo em que tinha água e ela acabou. Isso mexe muito com as pessoas que são formadoras de opinião e começam a passar para outras pessoas”, conta Piesigilli.

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