Tribuna do Leitor

A Bíblia


| Tempo de leitura: 2 min

“No início era o Verbo, (a palavra) e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus” (João 1, 1-2). “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.”

A Bíblia, o Velho e o Novo Testamento representam a Palavra de Deus àqueles que querem ouvi-la. Quem tem fé consegue ver a Verdade, mas o infeliz que não a possui está condenado a viver num mundo de dúvidas e presunções criadas em sua própria mente. Na ocasião das revelações em Lourdes, na França, muitos duvidaram das palavras da jovem Bernadete sobre Nossa Senhora. Um grande pensador judeu, que estudou o assunto, chegou à conclusão de que “para aqueles que têm fé não há necessidade de provas físicas para acreditar, mas para aqueles incrédulos nada pode convencê-los”. “Ainda não tendes refletido nem compreendido? Tendes, pois o coração insensível? Tendo olhos, não vedes? E tendo ouvidos não ouves?” (Marcos 8, 17-18).

Todos nós temos necessidade de crer em alguma coisa, e muita gente escolheu outros deuses para adorar, como o dinheiro, a fama e até mesmo o niilismo do ateísmo, para muitos o livro sagrado é o Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung ou o Manifesto Comunista.

Benjamin Flanklin tem uma explicação muito interessante sobre essas pessoas de “fault-finding disposition” (disposição de achar defeitos) em seu conselho brilhante descrito em uma de suas obras primas “The Handsome and Deformed Leg” (A perna bonita e a perna deformada). Franklin explica dois tipos diferentes de pessoas, que podem ser semelhantes em quase tudo, podem possuir a mesma riqueza, ter a mesma saúde e muitos outros atributos, mas uma é feliz e a outra é miserável. Ambas são expostas a diferentes pessoas, a circunstâncias diversas, em cada poema ou trabalho de arte elas podem encontrar belezas ou falhas. A pessoa feliz repara nas coisas boas, se inspira nas maravilhosas promessas da Palavra Divina: “Eis que uma Virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus Conosco’” (Isaias 7,14). “Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente, dize ao Senhor: Sois o meu refúgio e minha cidadela, meu Deus em quem eu confio” (Salmo 90; Hebr. 91). O coitado ou coitada incrédulos interpretam passagens como estas do Velho Testamento como “violência, corrupção, desonestidade e traição”.

Para ilustrar seu argumento, Franklin cita um amigo filósofo que havia sofrido um acidente que deformou uma de suas pernas. Esse filósofo fazia uso de suas pernas para julgar as pessoas, se a pessoa prestava mais atenção à perna deformada o filósofo tinha razão suficiente para manter distância e não se relacionar com essa pessoa. Franklin termina sua brilhante dissertação aconselhando as pessoas críticas, argumentativas, descontentes e infelizes, que se elas pretendem ser respeitadas e amadas por outras pessoas e felizes em si próprias, elas devem parar de olhar somente à perna deformada.

Benedito Sampaio Guedes de Azevedo - RG 1.571.673

Comentários

Comentários