Daraga - Aumentam os números da tragédia provocada pela passagem do tufão Durian pelas Filipinas, na última sexta-feira. De acordo com fontes oficiais, são 450 mortos, 507 feridos e 600 desaparecidos. A Cruz Vermelha estima, no entanto, que mais de 1.000 pessoas tenham morrido e que há poucas esperanças de que se encontrem sobreviventes. “A esta altura, é impossível. Lamento”, disse Juan Garcia, prefeito de Guinobatan, a cidade mais prejudicada pelo tufão.
Milhares de residências foram atingidas por pedras, lama e inundações. A presidente do país, Gloria Macapagal Arroyo, declarou estado de calamidade pública desde ontem, solicitando ajudas emergenciais de medicamentos. “Não estranhamos esse tipo de tragédia, e temos que nos tornar mais fortes”, disse Gloria. As Filipinas ficam no sudeste da Ásia, ao sul da China, numa região sujeita a fenômenos tropicais, como é o caso do tufão.
O Departamento de Meio Ambiente preparou um mapa das áreas atingidas para alertar as comunidades de possíveis perigos. “Não devemos deixar as coisas ao acaso quando podemos providenciar medidas para evitar mais danos”, justificou a presidente.
O governador da província de Albay, Fernando Gonzalez, disse que o solo está ruim para o uso de escavadeiras. “Não há alternativa a não ser cavar com as próprias mãos”, disse à rádio DZBB. E completou: “Não estamos otimistas sobre encontrar sobreviventes”. Os filipinos estão sendo alertados para ferver a água de que farão uso para prevenir cólera e diarréia.