Bairros

Moradores fazem fila em fábrica de gelo da avenida Castelo Branco

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 1 min

Desde anteontem sem água em suas casas, moradores próximos da quadra 27 da avenida Castelo Branco estão abastecendo-se do produto em um poço artesiano de uma fábrica de gelo. Desde domingo, o proprietário da fábrica, engenheiro mecânico Guilherme Berriel Cardoso, 34 anos, colocou o poço à disposição das pessoas.

Lucilene Pompel mora no Jardim Ouro Verde, a 20 quadras do poço artesiano. Ela levou duas filhas para ajudar a encher as garrafas pets e levar para casa. Elas levaram uma carriola e um carrinho de feira cheios de garrafas para lavar louças, roupas, cozinhar e tomar banho. “Liguei no DAE (Departamento de Água e Esgoto) e me falaram que não há previsão da água voltar”, preocupa-se.

Com as torneiras secas desde anteontem, a dona de casa Maria da Conceição Januário, 49 anos, não reclamou de ter que aguardar na fila para pegar água. Nessas horas, vale até ajudar os parentes. “Vou pegar água para a minha nora que mora nos fundos da minha casa. Ela tem duas crianças pequenas”, conta.

Segundo um dos funcionários da fábrica Alberto Augusto Vilares, antes do estabelecimento abrir, às 8h, já tinha gente esperando na fila. “Nessas horas de necessidade e quando podemos, temos mesmo é que ajudar os outros”, diz.

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