A empresa terceirizada que distribui alimentos da Perdigão em Bauru encerrou suas atividades no dia 24 do mês passado. Desde então, os aproximadamente 42 funcionários não têm mais trabalho e estão há dois meses sem receber salário. Sem saber se serão despedidos ou quando serão pagos, eles fizeram uma manifestação ontem de manhã em frente ao prédio da distribuidora, na avenida Nações Unidas.
Um boneco de pano com uniforme da empresa preso pelo pescoço a uma corda, simulando um enforcamento, foi colocado na entrada do prédio. “É como nos sentimos”, resume um dos funcionários, Carlos Henrique de Oliveira. De acordo com os funcionários, nenhum dos sócios da empresa manifestou-se sobre o caso. “Não temos idéia de quando receberemos os salários atrasados. Fizemos essa paralisação para que alguém venha conversar conosco”, reivindica Oliveira.
Mas até o final da manhã, quando a manifestação terminou, nenhum representante da empresa havia aparecido no local. Os próprios funcionários chamaram os policiais militares da Base Sudeste para dar suporte à manifestação, mas nenhum incidente foi registrado já que o ato foi pacífico.
De acordo com os funcionários, a empresa distribuidora possui produtos estocados ainda, mas não pertencem à Perdigão. Eles contam que desde o dia 24 do mês passado vão diariamente à empresa, mas não têm trabalho para fazer.
A Perdigão afirmou através de assessoria de imprensa que os problemas enfrentados atualmente pela empresa terceirizada não estão afetando a distribuição de seus produtos que garante o abastecimento aos consumidores de Bauru e região por meio de seu Centro de Distribuição de Campinas.
Também informou, através de assessoria, que os trabalhadores que realizaram protesto em frente ao prédio da unidade na cidade de Bauru são funcionários da empresa Metáfora Transportes Ltda., com quem a Perdigão tinha contrato desde outubro de 2004 para a prestação de serviços de armazenagem e distribuição de produtos. O contrato foi rescindido há um mês pela Perdigão, pois a Metáfora vinha prestando serviço deficitário.
A reportagem tentou entrar em contato com os sócios-proprietários da Metáfora para saber quando os empregados receberão os salários atrasados e se serão demitidos ou realocados em outra cidade, mas não conseguiu falar com nenhum deles até o fechamento desta edição.