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‘EUA não vencem no Iraque’, diz provável sucessor de Rumsfeld

Folhapress
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Washington - Robert Gates, 63 anos, apontado pela Casa Branca para ser o novo secretário de Defesa dos EUA, afirmou ontem que está aberto a novas idéias a respeito da condução da Guerra do Iraque e alertou o mundo de que, a não ser que o país seja estabilizado até no máximo 2008, a guerra poderia levar a um conflito regional.

Gates falou ontem ao Senado americano, que se reuniu para confirmar seu nome em substituição ao de Donald Rumsfeld. Rumsfeld renunciou um dia após a derrota do partido republicano nas eleições legislativas de novembro.

Na audiência, ele disse acreditar que o presidente dos EUA, George W. Bush, quer uma melhora no Iraque para que o país árabe possa se governar e tomar a responsabilidade por sua defesa. Sem descartar uma retirada das tropas americanas do Iraque, Gates disse que “todas as opções estão na mesa com relação a esse problema”.

Questionado diretamente pelo senador democrata Carl Levin sobre se os EUA estão vencendo a guerra, Gates respondeu: “Não, senhor”. Apesar de aparentemente aberto a mudanças, Gates não especificou um plano para o Iraque. Ele disse também acreditar que é preciso uma solução política para o Iraque para acabar com a violência no país.

A audiência de confirmação do nome de Gates ocorre em um momento em que a pressão sobre Bush para mudar os rumos do Iraque aumenta, um reflexo da derrota de seu partido nas eleições para o Congresso - que passará a ser liderado pelos democratas em janeiro. Os democratas, assim como alguns republicanos, pressionam Bush para começar uma retirada gradual dos cerca de 140 mil soldados americanos do Iraque.

O número de soldados americanos mortos na guerra já ultrapassa 2.900, enquanto ataques de uma insurgência incansável e a crescente violência sectária matam mais de 100 iraquianos por dia no país árabe.

Gates foi funcionário da CIA (inteligência) por mais de dez anos e ocupou a chefia da agência entre 1991 e 1993, durante o governo de George Bush (pai).

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